Vaquinha para Angelo Assumpção chega a R$ 22 mil

Foto: Ricardo Bufolin/CBG

A campanha virtual promovida por familiares e amigos do ginasta Angelo Assumpção arrecadou, até a tarde desta sexta-feira, mais de R$ 22 mil. Com isso, superou em muito a meta inicial, que era de coletar R$ 15 mil para ajudar o atleta, que já foi uma das principais promessas da ginástica artística brasileira e tem procurado alternativas para fechar as contas desde que foi demitido do Pinheiros, clube que defendeu por 16 anos, em novembro de 2019.

Mais de 200 pessoas participaram da campanha e fizeram suas contribuições. Com o dinheiro, a intenção é arrecadar fundos e suprir as necessidades básicas do atleta até que ele encontre um novo clube para treinar.

– Eu estou muito feliz. Quando a gente passa por tanta dificuldade, de um futuro tão incerto por causa de tanta adversidade, isso demonstra como o brasileiro é unido e como isso faz a gente acreditar nos nossos sonhos. E acreditar que, sim, pode ser diferente. Então, essas contribuições estão sendo muito bem-vindas, eu estou muito feliz com cada uma das pessoas que fizeram isso acontecer. Desde os meus familiares, que criaram essa vaquinha, até as pessoas que são muito solidárias, mandaram mensagens dando força e acreditando nisso junto comigo – afirmou Angelo ao ge.

Essa não foi a primeira vez que Ângelo se sentiu discriminado na ginástica. Em 2015, um vídeo em que ele era vítima de injúrias racistas por parte de três companheiros de seleção brasileira – Fellipe Arakawa, Henrique Flores e Arthur Nory – vazou nas redes sociais.

“Seu celular quebrou: a tela quando funciona é branca… Quando ele estraga é de que cor? (risos)”, pergunta Arthur Nory, com Angelo constrangido.

“Preto!”, respondem os outros.

“O saquinho do supermercado é branco. E o do lixo? É preto!”.

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