Vacina pode ser aplicada no Brasil mesmo sem autorização da Anvisa, anuncia Dória

Foto: Divulgação

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou em entrevista ao site Metrópoles que, caso a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não aprove a vacina Coronavac mas outras agências internacionais derem sinal verde, o imunizante poderia ser oferecido à população independentemente do aval do órgão brasileiro.

“Não há outra razão, não há outro caminho, senão liberar dentro dos critérios que a Anvisa tem, que são os mesmos critérios de protocolos internacionais de outras agências de vigilância sanitária, que também estão avaliando a vacina Coronavac. Nos EUA, na Europa, sobretudo na Ásia [ela é proveniente da China], onde essas agências também validarem a vacina, ela estará validada independentemente da própria Anvisa”, afirmou Doria.

A Coronavac é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e será desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan. Após a conclusão da pesquisa, haverá transferência de tecnologia para a entidade.

Dória foi questionado sobre se a aparente ação do Ministério da Saúde de preterir a Coronavac frente a outras vacinas poderia prejudicar o desenvolvimento da imunização. Ele disse que não, considerando o andamento dos testes da fase 3.

Doria também afirmou que os dados da fase 3 da pesquisa já foram entregues na última semana para a Anvisa.

Em nota, a Anvisa afirma que não recebeu, do Butantan, dados “de nenhuma fase de pesquisa clínica com seres humanos”.

“Até o momento, a Anvisa recebeu somente dados pré-clínicos, que são dados anteriores aos testes com seres humanos, ao contrário do que foi afirmado de que dados referentes à fase 3 já haviam sido entregues”, diz.

A agência diz que o registro tem como objetivo “garantir à população brasileira que os requisitos técnicos necessários à fabricação e ao uso em massa da vacina sejam cumpridos” e que, mesmo após a aprovação em outros países, a Anvisa analisa se a imunização é segura para brasileiros, os “prazos de validade e medidas de qualidade para preservação da vacina, considerando as condições climáticas de nosso país”, entre outros fatores.

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