Trump indica Amy Coney Barrett para Suprema Corte na reta final da disputa à presidência

Foto: Carlos Barria/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a indicação da juíza conservadora Amy Coney Barrett para a Suprema Corte, em um importante movimento eleitoral na reta final da disputa à presidência.

Com a nomeação de Barrett, Trump busca energizar a base fiel do eleitorado republicano e briga para garantir uma nova juíza na Corte antes da eleição, para o caso de a votação ser judicializada.

Trump afirmou que Amy Coney Barrett é notável pelo caráter e intelecto e qualificada para o trabalho.

“Se confirmada, ela fará a história como a primeira mãe de crianças em idade escolar a servir na Suprema Corte”, disse Trump, ao lado de Barrett.

Na sequência, Trump mencionou os nomes dos sete filhos da juíza, que assistiam a cerimônia na primeira fileira do público.

“Ela irá decidir (casos) baseada no texto da Constituição como escrito”, afirmou Trump.

Amy Barrett será a quinta mulher indicada na história do tribunal e vai substituir a progressista Ginsburg, que morreu no último dia 18, aos 87 anos. Ginsburg era uma pioneira no judiciário americano na luta pelo fim da discriminação entre gêneros e foi a segunda mulher indicada à Corte, em 1993, pelo democrata Bill Clinton.

Em seu discurso, Barrett adotou um tom conciliador e tentou desmontar os críticos. Ela começou o pronunciamento com a promessa de lembrar Ginsburg.

“Ela não só quebrou tetos de vidro, como os esmagou, e por isso ganhou a admiração de mulheres em todo o país”, disse.

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