Supermercado mantem corpo de trabalhador morto em expediente exposto por 4 horas ao público

Reprodução/G1

Um vendedor infartou e morreu enquanto trabalhava em uma unidade do Carrefour no bairro da Torre, em Recife. Seu corpo foi coberto por guarda-sóis e tapumes improvisados entre as prateleiras de produtos e o local continuou em funcionamento. O caso aconteceu na última sexta-feira, 14.

Apesar de não ser funcionário da rede, Manoel Moisés Cavalcante, de 59 anos, trabalhava em uma empresa de alimentos fornecedora e estava no local em expediente. O Carrefour, em nota, disse “não ter encontrado a forma correta de proteger o corpo”.

Segundo relatos, o mercado funcionou normalmente com o isolamento do corpo, que ficou lá entre 7h30 e 11h aguardando a chegada do IML. “Eu fiquei indignada. O ser humano não vale nada, as pessoas só se importam com o dinheiro. Acho que era uma questão de respeito. Seria muita coisa se eles tivessem baixado as portas, mas no momento, não pensaram no ser humano, só pensaram no dinheiro. É um sentimento horrível”, disse Odeliva Cavalcante, esposa doe Moisés, com quem foi casada por 29 anos, em entrevista ao G1.

Em nota enviada à imprensa, o Carrefour reconhece o erro com o colaborador terceirizado, chamado de Moisés Santos pela rede e se desculpa pelo caso. “A empresa errou ao não fechar a loja imediatamente após o ocorrido à espera do serviço funerário, bem como não encontrou a forma correta de proteger o corpo do Sr. Moisés”, lamenta o supermercado.

Em novembro de 2018, o Carrefour foi envolvido em outro escândalo, quando um segurança da loja de Osasco foi filmado maltratando e matando um cachorrinho. A Polícia Civil concluiu o inquérito do caso do cachorro Manchinha e responsabilizou o agente.

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