Sobre o Amor e Outras Coisas

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Quando me chamaram para escrever para esse portal, eu, primeiro, pulei de alegria. Logo depois a aflição e o terror tomaram conta do meu corpo, junto com perguntas que até agora estou sem responder. “O que é que eu escrevo?”, “Qual é o perfil das pessoas que me lerão?”, “Será que eu terei um público e uma abertura para algo mais pessoal?”. Uma coisa é escrever um post para o seu próprio blog, que leva o seu nome e outra é escrever para um público já acostumado com um tipo de publicação. Mas eu aceito o desafio.

Como primeiro post, eu gostaria que vocês entendessem como eu sou e sobre o que eu falarei. Que é basicamente a mesma coisa. Eu propago o amor e falo sobre ele. Amor ao próximo, amor por você mesmo e amor pela vida.

Quando eu toco nesses tópicos, gosto de explicar que todos eles partem da mesma vertente: o amor é algo que se dá sem pensar em algo em troca. Não, melhor! Se distribui! Ele é uma ação que parte de você para o outro, sem a necessidade de esperar algo em troca. Tudo se baseia num kit de faça-você-mesmo.

(E para todos aqueles que são céticos sobre o amor, eu digo: ele é para aqueles que trabalham duro em “dar certo”).

Esse kit, obviamente, vem com poucas instruções. Destas poucas, se diz: “o amor não é um sentimento ou uma emoção”. É um compromisso com você mesmo para você próprio, que o levará – muitas vezes – ao auto-conhecimento. Amar vai muito além de dizer que você ama alguém ou que você sempre estará lá por ela e – é até engraçado ouvir isso de mim, pois eu trabalho com palavras – o amor vai além das palavras.

Ele se demostra em gestos e em flexibilidade. “Mas Rafa, como!?”. Simples. Quando se ama, tendemos a ser egoístas e unicalistas, mas não é como funciona certinho as coisas. Temos de abdicar de nossas preferencias pelas do outro e acreditar que o sorriso do outro também possa ser o seu sorriso. – Note-se que eu não coloco “alguém depois de amar, pois quando se ama esse amor, você não faz distinção, é porque é.

Não há uma terceira possibilidade: ou o amor é condicional ou incondicional. Ou eu atribuo condições para o meu amor ou eu não o faço. Se coloco condições, não é amor, é uma troca, não um presente. Sim! O amor é um presente seu para o Mundo, um presente de graça e de bom grado. Enfim. A mensagem essencial do amor incondicional é de libertação: você pode ser quem você é e isso te fará aceitar e compreender/amar as outras pessoas.

Amor também é compreensão.

Amor é não ter medo que ele será tirado de você, porque nada é maior do que ele.

Amor é acreditar na força de vontade e na opinião pessoal. No poder das palavras e saber que há punição por ser você mesmo.

Amor é não criticar a honestidade.

Amor não tem preço muito menos uma única verdade.

O amor trabalha com vertentes, paralelas e absissas.

O amor tem desentendimentos, sim! E eles acontecem sempre.

Vocês provavelmente devem estar se perguntando: “Mas Rafa, como eu consigo amar alguém que eu não conheço?”. Esse é o principal motivo que você já deve amar essa pessoa. Ela é farinha do mesmo saco, é um ser como você, que tem medos e precisa de atenção e cuidado. Não há porque não.

Mas eu dei a palavra do meu amor. Eu disse para o Mundo: “Eu te amo!”. E vivo isso, diariamente. Vivo a alegria que é poder ser eu mesma, de poder expressar o que eu penso e o que eu acredito. Eu fiz um voto, um voto de amor com a minha vida.

Óbvio que tem dias que nem eu me aguento, mas daí eu me peço paciência para me por nos eixos. Nada é tão bom como estar bem consigo mesma, não guardar rancor. Ser o amor.

O que eu quero dizer é que você deve amar, pois amor faz bem e sabendo que não haverá nada em troca. Quando se começa a praticar tal sentimento com tal intensidade, o seu Universo – aquele mesmo a sua volta – se transformará. É o tipo de amor livre, que – ao contrário do arbitrário amor que conhecemos – te deixa leve.

Se deixe amar.

O prazer foi todo meu.

Nos vemos sexta que vem,

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