Sobre a mãe de Roberto Marinho

Foto: Reprodução/Globo

Era chamada de Dona Chica.
Seu nome era Francisca Pisiani Marinho.
Uma mulher magnífica e grande empreendedora.
Seu marido foi Irineu Marinho, pai de Roberto Marinho.
Irineu tinha um jornal de nome A Noite, em sociedade com um fazendeiro.
Uma vez Irineu foi pra Europa fazer um tratamento.
Quando volta seu sócio tinha tirado ele da sociedade.
Mas Irineu tinha fibra ao lado da mulher Dona Chica.
Em um mês apenas Irineu Marinho criou um novo jornal de nome O Globo.
Estava longe de ser um grande jornal mas foi o que pode fazer em pouco tempo.
Mas o tempo levou Irineu Marinho 20 dias depois de inaugurar seu jornal.
Roberto Marinho tinha 20 e poucos anos.
Não foi ele quem tocou o jornal.
Isto é uma fantasia.
Quem garantiu a sobrevivência do jornal foi sua mãe Dona Chica, mulher respeitadíssima no Rio e no mercado jornalístico.
Ela soube de acercar de gente boa e de um bom chefe de redação.
E manteve a distribuição do jornal feita em taxis.
Roberto Marinho foi passar um tempo na Europa.
Já amadurecido voltou e encontrou um grande jornal editado por sua mãe Dona Chica que o ensinou a saber escolher as pessoas que iriam colaborar com ele.
Ninguém jamais teve dúvida da cor da pele de Dona Chica.
Era uma mulher de olhar sério mas sereno e que soube criar muito bem seus filhos pra que se tornassem grandes homens no país.
Não fosse sua mãe Dona Chica, uma mulher vitoriosa num mercado machista, Roberto Marinho jamais teria criado a TV Globo e seus filhos quem sabe onde estariam.