Sexualmente transmissível, uretrite pode afetar diversos órgãos

viva saude 1

A Uretrite é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) mais comuns na população, embora pouco noticiada. Caso não seja diagnosticada e tratada corretamente, pode trazer sérios riscos à saúde, como endocardite (problemas no coração), meningite, disfunções na próstata, útero e ovários. A patologia caracteriza-se por uma inflamação ou infecção da uretra. Normalmente, é diagnosticada em homens e mulheres jovens com a vida sexualmente ativa e que não fazem uso de preservativos.  

Segundo o urologista e andrologista Leonardo Seligra Lopes, Coordenador do Serviço de Urologia do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, existem duas causas da uretrite. “Além da transmissão sexual, denominada infecciosa, há também a inflamatória, geralmente causada por algum trauma, como passagem recente de sondas, acidentes, cirurgias e até eliminação de cálculos urinários”. A uretrite é subdividida em gonocócicas ou não gonocócicas, geralmente causadas por uma bactéria chamada Clamídia (Chlamydia trachomatis). 

Dr. Leonardo Lopes destaca que é de extrema importância que se investigue, junto com o diagnóstico da uretrite, a possibilidade de infecção de outras doenças potencialmente graves, como a infecção pelo HIV (AIDS), Hepatites B e C e Sífilis. 

 uretrite 

TRANSMISSÃO E DIAGNÓSTICO 

A maior causa das doenças sexualmente transmissíveis é não ter a consciência da importância do uso constante de preservativos. 

O surgimento da doença pode aparecer 24h após o ato sexual desprotegido ou demorar cerca de 90 dias para se manifestar. Há também casos de pessoas portadoras sem sintomas. 

O diagnóstico pode ocorrer através de exames clínicos e laboratoriais específicos para identificar a bactéria.  

 

SINTOMAS 

Deve-se procurar imediatamente orientação médica quando houver sinais de corrimento, ardência e dores para urinar. Neste caso, é pedido um exame de cultura de urina para descartar a presença de Escherichia coli ou de outras bactérias causadoras de cistite. 

 

PREVENÇÃO 

Como qualquer outra DST, a prevenção mais efetiva está no uso de preservativos, principalmente situações de relacionamento com parceiros desconhecidos ou prática de sexo anal. 

 

TRATAMENTO 

Para os homens em tratamento, é importante evitar movimentos que possam causar traumas na região genital. Recomendações do próprio Ministério da Saúde apontam tratamentos com antibióticos e medicações sintomáticas para dor e desconforto. Deve-se lembrar de também que o (a) parceiro (a) precisa ser tratado junto, independentemente de apresentar ou não sintomas. Isso porque ele pode ser portador das mesmas bactérias e facilitar uma reinfecção.  

 

NA FALTA DO TRATAMENTO, A INFECÇÃO ATINGE OUTROS ÓRGÃOS: 

  •   Conjuntivites (olhos); 
  •   Endocardite (coração); 
  • Meningite (SNC); 
  •   Articulações; 
  •   Próstata; 
  •   Útero e ovários; 
  •   Estenose na uretra (dificuldade de urinar e até mesmo de ter filhos). 

 

 

SINAIS E SINTOMAS: 

 

MULHERES: 

  •  Coceira; 
  •  Ardência no canal uretral; 
  •  Disúria (dor ao urinar); 
  •  Corrimento amarelado (gonocócica) e transparente (não      gonocócica); 
  •   Dor pélvica; 
  •   Febre e calafrios; 
  •   Micção pouca e frequente. 

 

HOMENS: 

  •   Hematúria (sangue na urina); 
  •   Disúria (dor ao urinar); 
  •  Coceira e secreção no pênis (pode causar inchaço na virilha); 
  •  Dor ao ter relação sexual;Febre (em casos raros); 
  •   Micção pouca e frequente. 

 

 

Fonte consultada: Dr. Leonardo Seligra Lopes, Urologista e Andrologista, Coordenador de Urologia do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, Andrologista do Instituto Ideia Fértil de Saúde Reprodutiva. (dr.leonardoseligralopes@yahoo.com.br). 

 

Voltamos no mês que vem com “Viva + Saúde”, no BDI.

Escreva para a colunista: anamarcia@bastidoresdainformacao.com.br