Será que o Brasil é um país independente?

A chegada dos portugueses no Brasil em 1500 / Foto: Reprodução

A chegada dos portugueses no Brasil em 1500 / Foto: Reprodução

No dia 22 de abril de 1500, descobriu-se um novo paraíso. Um lugar lindo, com as mais belas árvores, as mais impressionantes cachoeiras e a maior diversidade de animais já vista. Brasil, diverso, encantador, habitado somente por “seres pardos, um tanto avermelhados”, como disse Pero Vaz de Caminha, em sua carta destinada ao rei de Portugal, em 1º de maio daquele mesmo ano.

Entretanto, os europeus, já gananciosos, descobriram nosso ouro e as demais pedras preciosas existentes na Ilha de Vera Cruz, primeiro nome de nossa Pátria. Exploraram ao máximo o que tinhamos de melhor, trouxeram padres para catequizar nossos índios, que tiveram de se adaptar aos “bons costumes” do velho continente. Nos levaram tudo! E assim continuou, com a chegada de africanos, que tanto trabalharam e, assim como as tribos, os quilombos sofreram com a escravidão nas mãos de portugueses.

A Igreja Católica foi implantada no Brasil pelos portugueses / Foto: Reprodução

A Igreja Católica foi implantada no Brasil pelos portugueses / Foto: Reprodução

Chegamos em 7 de setembro de 1822, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, quando Dom Pedro teria declarado a Independência do Brasil aos berros. E, quase 200 anos depois, será que de fato somos uma nação independente?

Em 1930, Getúlio Vargas assume o Brasil, para um “regime provisório”, em que permaneceu por provisórios 15 anos de ditadura. Já livre dos patrícios, ele nos entrega aos americanos, embora sua verdadeira vontade fosse o nazismo alemão, porém o dinheiro ocidental falou mais alto. Com a famosa troca de culturas, em que produtos de entretenimento estadunidenses invadiram o grande território verde e amarelo. Trocava-se então o chorinho, as rádionovelas e a malha, por jazz, Disney e o jeans.

Getúlio Vargas e Franklin Delano Roosevelt (à sua frente), visitam a base aérea de Natal, no RN, em 1943 / Foto: Reprodução

Getúlio Vargas e Franklin Delano Roosevelt (à sua frente), visitam a base aérea de Natal, no RN, em 1943 / Foto: Reprodução

No governo de Juscelino, existiu a consolidação desse intercâmbio. As empresas de Tio Sam bateram em nossas portas com cargas tributárias mais do que satisfatórias, tanto que estão aí, até hoje.

Os EUA também financiaram o golpe militar e nos emprestaram dinheiro. Ah! Como são bonzinhos esses nossos irmãos! A nação que viu a escravidão e a Era Vargas, como governos centralizadores, agora assistia um regime sangrento, onde quem não o amasse, no conceito de amor, empregado pelos generais, poderia deixá-lo, ou… bem, eles dariam um jeito de sumir com quem não concordasse com a forma de governo imposta. 

Brasileiros sofreram com repressão na ditadura / Foto: Reprodução

Brasileiros sofreram com repressão na ditadura / Foto: Reprodução

Enfim, os anos de chumbo se foram e os cidadãos puderam escolher seu presidente no final da década de 80, e então, escolhemos Fernando Collor. E a escolha foi tão boa, que ele sofreu o Impeachment rapidamente.

Mais recentemente, Lula e Obama reafirmaram a "amizade" de Brasil e EUA / Foto: Reprodução

Mais recentemente, Lula e Obama reafirmaram a “amizade” de Brasil e EUA / Foto: Reprodução

Posteriormente, conhecemos Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. E qual deles tornou o Brasil independente? Estamos mesmo há quase dois centenários livres dos países mais poderosos? Vivemos, de fato, uma liberdade? Cuidado, senhores! Até ontem o Obama sabia a senha do seu e-mail…

@LucasCanosa – BDI

Mande seu e-mail para Lucas Canosa : lucascanosa@bastidoresdainformacao.com.br