Senadores criticam afastamento de Chico Rodrigues: “decisão precipitada”

Foto: Divulgação

A decisão de Luís Roberto Barroso de afastar o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) do cargo após ser pego com dinheiro na cueca, despertou um instinto de preservação entre políticos do centrão e aliados. Senadores dizem ver uma ação precipitada do ministro do Supremo e passaram a discutir a possibilidade de barrar a remoção do colega.

Pessoas próximas de Davi Alcolumbre (DEM-AP) afirmam que ele avalia questionar o STF se decisão assim pode afastar parlamentar do mandato.

“Foi uma ação afoita [do Barroso]. Não pode tomar decisão assim. E o direito ao contraditório?”, disse Ângelo Coronel (PSD-BA), que é integrante do Conselho de Ética do Senado.

“Mesmo num caso midiático como esse, não pode ser assim”, completou.

Essa ala de parlamentares defende que Rodrigues deve ser ouvido. Depois, sendo as acusações consistentes, ele poderia ser afastado num processo de cassação. Eles lembram o caso de Aécio Neves (PSDB-MG), que teve o afastamento derrubado pelo plenário do Senado. Em fevereiro, a Câmara salvou Wilson Santiago (PTB-PB).

“O caso pode ser, digamos, bizarro, mas é contra a democracia quem acha que decisão monocrática pode afastar mandato popular”, afirmou Esperidião Amin (PP-SC).

Outros, no entanto, discordam.

“Não contem comigo pra nada disso”, disse Cid Gomes (PDT-CE).

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