Sem freio, Ciclismo de Pista promete muita adrenalina no velódromo olímpico do Rio

11752298_887657511327023_483614250_o

 

 

Ciclismo de pista é a modalidade da vez aqui na “Medalha de Ouro” desta semana. Rapidez e muita emoção tomam conta deste esporte que é pura adrenalina. Em 2016, o velódromo olímpico do Rio será o palco para grandes  e espetaculares corridas. Ficou empolgado? Então bora conhecer as regras do jogo?

Quando falamos em velódromo logo vem à mente aquela pista em formato oval, no qual atletas correm em círculos, certo? Pois bem, este formato de pista foi criando por europeus, para que atletas pudessem treinar no inverno.

O ciclismo de pista faz parte do quadro olímpico desde a Era Moderna e carrega até hoje muitas histórias; quem se destaca na categoria são os britânicos: As Olimpíadas de Londres 2012 foi uma das mais vitoriosas. De 10 medalhas de ouro disponíveis, sete ficaram com os britânicos e o pódio só não veio nas provas de velocidade por equipe feminina. O destaque do Ciclismo de Pista fica com a britânica Laura Trott, que levou pra casa duas mealhas de ouro em Londres 2012.

Laura-Trott

Também em Londres 2012, Anna Meares, da Austrália, tirou a invencibilidade das britânicas  na prova de velocidade, vencendo a então campeã Victoria Pendleton.

Outro feito em Londres 2012, ficou por conta do britânico Sir Chris Hoy, uma lenda do ciclismo, encerrou sua carreira levando para sua coleção mais duas medalhas de outro, ao todo, Hoy soma 6 outros olímpicos e 1 medalha de prata.

sir-chris-hoy-gran-bretana

AS BIKES E AS PROVAS

As bicicletas têm a roda fixa – engrenagem que faz com que os pedais girem sempre que a roda da bicicleta girar. E vice-versa. Dessa forma, o ciclista não pode parar de pedalar, pois as bikes não possuem freios.

Os ciclistas usam roupas de elastano e capacetes aerodinâmicos – as formas arredondadas do capacete e a tecnologia das roupas ajudam a garantir maior desempenho nas provas.

Os extremos das pistas são inclinados para que as voltas possam ser completadas sem perda de velocidade. Colegas de equipe se alternam na liderança durante a prova – o líder enfrenta maior resistência do ar e quem vem logo atrás entra no “vácuo” para ganhar velocidade.

A faixa de sprinter – um espaço entra a linha preta e linha vermelha – é o trecho mais curto da corrida e o melhor para disputar a prova, nesta faixa não é permitido ultrapassagem pela esquerda – lado interno da pista.  A faixa azul é onde os ciclista aquecem e dão a largada.

No ciclismo de pista existem palavras chaves: Fuga, Sprint e Ataque.

FUGA: é quando um ciclista ou um pequeno grupo de ciclismo se desliga do pelotão, buscando marcar uma diferença de tempo e espaço para garantir vantagem ao final da prova.

SPRINT: Quando o atleta aumenta a velocidade, é um recurso muito usado no final da prova.

ATAQUE: É uma aceleração surpresa; um dos atletas da equipe se dispersa dos demais corredores para ganhar tempo.

 A CORRIDA:

São cinco tipos de provas, tanto para homens como para mulheres; são as provas de velocidade, velocidade por equipes, perseguição por equipes, Keirin e Omnium.

Pista-Cali

Na prova de Velocidade os ciclistas devem percorrer 1000 metros, mas apenas os últimos 200 metros são cronometrados; o que deixam as provas muitos mais emocionantes já que os corredores aumentam a velocidade –  dão um Sprint  –  no final.

Já na Velocidade por equipes, as equipes adversárias largam de lados opostos no velódromo. As equipes masculinas disputam três voltas; são três atletas por equipe que pedalam um atrás do outro. A liderança de cada volta é revezada entre ciclistas, assim eles largam em fila, o corredor que sai na frente na primeira volta e no seguinte, o segundo arrume a ponta e assim por diante. A prova feminina é disputada da mesma forma, com a diferença de ter apenas duas atletas e ser percorridos apenas duas voltas.

A perseguição por equipes é uma das disputas mais acirradas e que trás muita emoção.  As equipes adversárias largam de lados oposto no velódromo. São quatro atletas por equipes que percorrem 4000 metros; quem conseguir completar em menos tempo avança para próxima etapa. No final, se uma equipe alcançar a outra a prova termina.

A Keirin é uma prova de expectativa, liderada por uma bike elétrica que fica a frente de todos e não pode ser ultrapassada – uma espécie de safety car, ou melhor, safety bike – quando chega aos 700 metros finais, a bike sai da pista e os ciclistas pedalam a toda velocidade, ganha quem cruzar a linha de chegada primeiro.

Omnium é uma espécie de decatlo ou heptatlo do ciclismo.  Composta por seis provas de que exigem muita habilidade e resistência dos atletas. São elas: contrarrelógio; corrida por pontos; eliminação; perseguição individual; Scratch e volta lançada. O atleta que tiver mais pontos vence.

 

E ai, curtiu? Quer saber mais?

Fique ligado, semana que vêm tem mais Medalha de Ouro com o Ciclismo de estrada. Não perca!

 

Fonte: Agências/Rio2016

Fotos: reprodução

Amanda Souza, colunista de esportes olímpicos.

Coluna Medalha de Ouro, toda segunda, às 13h, no BDI

Fale com Amanda: amandasouza@bastidoresdainformacao.com.br

Deixe uma resposta