Roupeiro ex-seleção precisou vender chuteiras de Ronaldo

Foto: Divulgação

Ex-roupeiro da CBF, Rogelson Barreto morreu ontem (18), em Marica (RJ), aos 62 anos. Barreto, trabalhou na seleção brasileira por mais de 25 anos e foi vítima de um câncer de reto diagnosticado em 2019 – ele também tinha desenvolvido síndrome de Fournier, uma infecção rara e grave, em decorrência da doença. Em meio às dificuldades financeiras, precisou vender um par de chuteiras que ganhou de Ronaldo Fenômeno.

Os últimos anos da vida de Barreto foram marcados por dificuldades financeiras. Demitido da CBF após a Copa do Mundo de 2014, ele não conseguiu mais nenhum emprego fixo.

Sonhava em trabalhar no Flamengo, seu time de coração, mas não teve oportunidade. Fez apenas alguns serviços no Boavista.

O tratamento para as doenças custava, de acordo com as contas da família, em torno de R$ 150 mil. Um dos filhos do roupeiro, Bernard, fez uma vaquinha online em novembro de 2019 para tentar custear as despesas. Na época, foram arrecadados R$ 4 mil, que não eram suficientes para os remédios, fraldas geriátricas e a necessidade de cirurgias que o SUS não cobria.

No entanto, graças à ajuda de ex-jogadores da seleção brasileira, como Cafu, Edmílson, Bebeto e Branco, o roupeiro foi transferido de hospital e teve alta no fim de dezembro, depois de 50 dias de internação e três cirurgias.

“Desde quando fiquei sabendo da doença, tentei de todas as formas dar um consolo, ajudar financeiramente, com palavras, mas lamentavelmente perdemos o Barreto. Nos últimos meses eu estava bem próximo da família. Fica a lembrança daquele cara para frente, alegre, sorridente, sempre prestativo, entusiasmado em servir a seleção e, acima de tudo, um cara do bem”, disse Edmílson.

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