Ronaldinho e Assis pagam multa milionária e voltam ao Brasil

Foto: Jorge Adorno/Reuters

Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis voltaram ao Brasil após seis meses. Os dois foram liberados nesta segunda-feira pelo juiz Gustavo Amarilla, que aceitou o acordo proposto pelo Ministério Público do Paraguai – e que foi aceito também pela defesa dos brasileiros.

Por conta das restrições de locomoção com a pandemia do coronavírus, para sair do Paraguai é preciso uma autorização especial do Centro de Coordenação Interinstitucional do Conselho de Defesa Nacional (Codena).

Ronaldinho pagou cerca US$ 90 mil de multa (cerca de R$ 504 mil) e, Assis, outros US$ 110 mil (R$ 616 mil). Assis também se compromete diante de uma autoridade federal a cada quatro meses. Esse valor será descontado dos US$ 1,6 milhão que eles haviam depositado como fiança quando mudaram para o regime de prisão domiciliar, em abril. A maior parte desse dinheiro (US$ 1,4 milhão, ou R$ 7,84 milhões) será devolvida a Ronaldinho e Assis.

O juiz do caso, Gustavo Amarilla, declarou a suspensão do processo contra Ronaldinho Gaúcho. E deu uma explicação mais detalhada sobre a situação de Roberto de Assis, que foi apontado pelo Ministério Público como alguém que colaborou para a elaboração dos documentos falsos:

– A Justiça condena Roberto Assis a cumprir dois anos pelo uso de documentos públicos de documento falso, mas também o beneficia com a suspensão dessa condenação. É um instituto do direito paraguaio, que permite ao réu ir pagando essa condenação desde que cumpra os requisitos – declarou o juiz.

Os brasileiros foram presos no dia 6 de março, após terem entrado no Paraguai com passaportes falsos. Os dois inicialmente seriam liberados após o pagamento de uma multa, mas a Justiça aceitou um pedido do Ministério Público, que queria investigar possíveis outros crimes, e decretou a prisão preventiva.

Após mais de cinco meses de investigação, o MP não encontrou indícios de outros crimes e decidiu não fazer novas acusações contra Ronaldinho e Assis. Os dois passaram um mês presos na Agrupación Especializada, quartel da Polícia Nacional do Paraguai transformada em cadeia de segurança máxima. Desde 7 de abril estiveram em prisão domiciliar, que cumpriram num hotel no centro de Assunção.

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