Romarinho deu graça ao Mundial de Clubes

Por Deyvid Xavier

Foto: noticias.bol.uol.com.br

O Mundial de clubes é o grande desejo de todo clube brasileiro e sulamericano, talvez os europeus não deem tanto valor à competição, mas ninguém entra para perder, fato. Há tempos o atual modelo do torneio não empolga quem acompanha, mesmo sendo uma competição democrática, reunindo as melhores equipes da cada continente em cada temporada.

A FIFA cogita mudar o modelo para atrair mais clubes, mais qualidade técnica, mais imprensa e, consequentemente, mais patrocinadores, óbvio. Na atual edição ainda ninguém “salvou” o mundial. Al Jazira tem um time extremamente fraco, assim como os neozelandeses do Auckland City e os japoneses do Urawa Reds. Esperava-se mais de Pachuca e Grêmio, que também não fizeram um bom jogo. Aliás, o time mexicano já vinha de um péssimo jogo diante do Wydad, que ainda foi para a prorrogação. Um grande teste de paciência, duro de ser assistir.

Mas, então, veio o tal do Romarinho diante do Real Madrid. Favoritismo, claro, todo para o time merengue muitos esperavam um massacre. Mas Romarinho deu graça ao jogo e ao Mundial de Clubes e o time árabe endureceu o jogo, deu mostras de qual estratégia o Grêmio pode usar para vencer o Real Madrid.

Todos sabíamos que o Real estaria na final, mas foi engraçado ver como se desenhou o jogo, com o goleiro árabe fazendo milagres, Benzema acertando duas vezes a trave e a bola teimando em não entrar. Fora as situações cômicas, foi interessante ver a valentia do Al Jazira, tentando, ao máximo, endurecer o jogo para os espanhóis, e conseguiram. Romarinho conseguiu fazer de uma competição sem graça, mesmo devido a importância, e um jogo em que todos esperavam um massacre de gols, o que seria mais um jogo chato do Mundial, um dos jogos mais engraçados e interessantes da temporada. E, assim como vimos muito nas redes sociais, “por que faz isso, Romarinho?”.

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