Rodrigo Maia é contra novo CPMF

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ironizou a tentativa da equipe econômica de recriar a CPMF e afirmou que daqui a pouco o governo daria um nome em inglês ao tributo para tentar “enrolar a sociedade”.

Maia criticou as discussões envolvendo a recriação do imposto.

“Minha crítica não é se é CPMF, se é microimposto digital, se é um nome inglês para o imposto para ficar bonito, para tentar enrolar a sociedade. Minha tese é a seguinte: nós vamos voltar à mesma equação que foi de 1996 a 2004, 9% de aumento da carga tributária”, disse.

“Com um PIB [Produto Interno Bruto] de R$ 7 trilhões…R$ 600 bilhões, para que? Para que a sociedade está contribuindo com mais R$ 600 bilhões para o estado brasileiro? Ela melhorou a qualidade da educação? Melhorou a qualidade da saúde?”

O Ministério da Economia estuda propor uma desoneração de até 25% da folha de pagamento das empresas para todas as faixas salariais. Para abrir mão dessa receita, no entanto, a equipe econômica avalia que será necessária a criação de um novo imposto, a ser aplicado sobre pagamentos.

O presidente da Câmara disse ser radicalmente contra a criação de qualquer imposto.

“Esse aí, então, que a gente sabe que é cumulativo, que é regressivo, que faz a economia parar de crescer, esse eu sou contra também no mérito”, afirmou.

Maia afirmou ainda que a nova CPMF não passaria na Câmara e que ele seria um dos que votariam contra a proposta.

“Aqueles poucos que eu influencio, vou tentar influenciar para também votar contra”, disse.

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