Robson Lessa, suspeito de organizar vacinação escondida disse que histeria tomou conta do povo

Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal disse no pedido de busca e apreensão contra os dois empresários suspeitos de organizar a vacinação escondida em MG que um deles, Robson Lessa, demonstrou nervosismo quando agentes foram até sua garagem de ônibus.

Segundo o delegado do caso, “demonstrando certa apreensão e nervosismo”, Lessa contou aos agentes federais que no mesmo dia da publicação da reportagem da revista Piauí, equipes da PM e da Vigilância Sanitária também estiveram no local em busca de informações.

O empresário se mostrou indignado com as denúncias, que na versão dele seriam falsas e feitas por uma vizinha motivada pela “histeria” que tomou conta da sociedade por causa da pandemia, informa o Painel.

Denúncia

A informação sobre a vacinação dos empresários foi publicada na edição online da revista Piauí. Além da PF, o Ministério Público Federal (MPF) investiga a denúncia.

De acordo com a reportagem, um grupo de políticos, empresários e familiares, teria sido vacinado com doses da Pfizer. A farmacêutica negou a venda de vacinas fora do Programa Nacional de Imunização (PNI).

De acordo com a Piauí, os organizadores da vacinação foram os donos da Viação Saritur. Um deles, Rubens Lessa, é presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano. Por mensagem ao G1, ele disse:

“Tenho conhecimento deste assunto”.

Entre os vacinados, segundo a revista, também estariam o ex-senador e ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) Clésio Andrade e o deputado estadual Alencar da Silveira Júnior (PDT).

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