“Ricos pagarem mais impostos não significa romper com a indústria”; confira entrevista com Luciana Genro, candidata à presidência pelo PSOL

eleiçoes 2

No “BDI Eleições” de hoje, entrevistamos a candidata à Presidência da República pelo PSOL, Luciana Genro.

Natural de Santa Maria – RS, a advogada de 43 anos lutou a favor do movimento “Fora Collor”, denunciou o esquema de superfaturamento da CORSAN, a Companhia de Saneamento do Estado e participou do PT, por onde foi deputada estadual e federal. Porém, foi expulsa do partido posteriormente. Desde 2005, atua pelo PSOL. Por ele, foi novamente eleita deputada federal com a votação mais expressiva da capital gaúcha.  Na conversa, Genro falou sobre impostos para os mais ricos, temas polêmicos, como aborto e eutanásia, além da educação do país. Confira:

 

Foto: Vinícius Roratto/Sul21.
Foto: Vinícius Roratto/Sul21.
  

Dentre suas propostas, existe uma de taxação para grandes fortunas. Caso eleita, você não crê que perderá todo apoio da indústria?

Queremos dialogar com toda a sociedade sobre essa proposta. Os super ricos pagarem mais impostos não significa romper o diálogo com a indústria. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Além do mais, o IGF permite ao governo mais investimentos nas áreas sociais, o que produz resultados benéficos para toda a sociedade.

Os pequenos partidos de esquerda sempre lançam seus candidatos. O que te diferencia dos demais com ideais parecidos?

Temos diferenças de como encarar o processo eleitoral. Para o PSOL é importante mostrar uma candidatura com princípios sólidos, programa de governo centrado na defesa dos direitos sociais e apresentação de medidas de transição entre o atual sistema político para outro, mais democrático e justo socialmente.

Como conquistar o apoio do eleitor sem participação na maioria dos debates e apenas 50 segundos no horário político?

O PSOL tem participação garantida e estou confirmada em todos os debates marcados. Acreditamos que a presença nos debates tornará conhecida a candidatura. Estamos com muita mobilização de rua e nas redes sociais para diminuir a enorme discrepância em termos de tempo de televisão no horário eleitoral gratuito e na cobertura da imprensa, absolutamente antidemocráticos.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Você é a favor da legalização da maconha e do aborto. O que pensa sobre a eutanásia?

Acredito que deve-se sempre respeitar o direito do ser humano de decidir sobre sua vida, desde que em condições de discernimento para isso. Também defendo o direito da família decidir o momento de encerrar o sofrimento de um ente querido, desde que haja segurança no diagnóstico de que a situação é irreversível.

Para encerrar: Àquele cidadãos que estão preocupados com saúde, educação e segurança, por que votariam em você?

Porque temos a independência e coragem para enfrentar os poderosos interesses econômicos que dominam a política no Brasil. O domínio dos bancos sobre o Orçamento da União através da Dívida Pública é o que trava os investimentos sociais, tudo isso com a conivência e o acordo político entre PT, PSDB e PSB. É necessária uma candidatura contra esse modelo político e econômico, e nossa campanha está centrada na força da sociedade que se expressou nas mobilizações de massa de junho de 2013.

Deixe uma resposta