Reclamações ontem, hoje e sempre

Por Deyvid Xavier

Foto: folha.uol.com.br

Botafogo e Corinthians encerraram a trigésima rodada do Campeonato Brasileiro. Com a vitória, o Fogão alcançou a zona da Libertadores e deixou o Corinthians em situação “complicada” na competição. Ainda que mantenha a liderança e uma boa vantagem em vista do pouco número de jogos que restam para terminar a competição, o Timão não consegue apresentar o futebol do primeiro turno e ainda vai alimentando a esperança de alguns adversários, já que a bola da vez, agora, é o seu arquirrival Palmeiras.

Lances polêmicos marcaram o jogo. Rodrigo Pimpão não foi expulso porque o árbitro não quis, não manteve o mesmo critério para o mesmo tipo de jogada que fez Pimpão receber o primeiro cartão amarelo, tanto que depois foi substituído por Jair Ventura, vendo a possibilidade de ter um jogador a menos.

O pênalti em Jô foi claro! Já estava sendo agarrado antes de dominar a bola e, o “golpe” final, é quando ele adianta a bola e sofre uma tesoura, caracterizando a falta. Em nenhum momento o zagueiro Igor Rabelo toca a bola. Aqueles que torcem contra o Corinthians se apegam a tantos outros erros que já foram favoráveis ao Timão, como o gol de Jô, com o braço, contra o Vasco. Os botafoguenses, especificamente, podem recordar do pênalti mal marcado no primeiro turno, em que a falta foi fora da área e foi marcada dentro, mas naquela ocasião, Gatito defendeu.

A questão, aqui, não é defender time A ou time B, a questão é que há tempos e em quantidades excessivas nesse Campeonato Brasileiro, jogadores, dirigentes e torcedores estão reclamando dos erros “fáceis” da arbitragem. E o que é feito? Nada! Até ameaçaram já implantar a tecnologia, mas não há recursos. Deve, mesmo, ficar para o ano que vem. Enquanto isso, os torcedores vão justificando um erro com outro e repetindo a famosa frase “roubado é mais gostoso” (quando não é contra o seu time, claro!). Faltam 8 jogos para terminar a competição e, também (assim espero), o número excessivo de erros crassos da arbitragem. Enquanto isto não acontece, veremos e ouviremos reclamações de ontem, de hoje e de sempre!

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