Quarteto Fantástico – Pode não ser a perfeição, mas é fantástico mesmo assim

Nesta semana, mais um ilustre amigo ganhará espaço aqui na minha coluna, o rapaz é meu xará, Guilherme Carraro, estudante de cinema, então, nada melhor que uma pessoa que realmente entende do assunto pra falar o que achou do novo filme do Quarteto Fantástico, que não tem recebido boas críticas…

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Desde que foi anunciado seus atores e sua sinopse, Quarteto Fantástico pode ser considerado um dos filmes mais polêmicos desse ano. Seja por raiva dos fãs que gostariam de algo mais fiel às hq’s da Marvel ou pelos que gostariam que os direitos dos personagens fossem para a Marvel Studios após suas adaptações cinematográficas. Mas, o que se tem de entender com esse novo Quarteto, é que ele é, sem dúvidas, um bom filme. Não uma obra-prima, afinal, o filme perde sua tensão em certo momento, mas isso não o compromete.

Conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social, Reed Richards (Miles Teller), Ben Grimm (Jamie Bell), Susan Storm (Kate Mara) e Johnny Storm (Michael B. Jordan) são enviados à uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais o grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell).

quarteto

O filme tem um tom realista e mais sombrio do que seus antecessores. A fotografia é de fato um de seus pontos mais altos, juntamente com o elenco de primeira categoria. Teller realmente não fica para brincadeira em seu trabalho, que se mostra realmente um excelente ator. Mara, Jordan e Bell também estão fantásticos em seus papéis (sacou?!). Talvez o que não tenha um desempenho tão bom quanto o quarteto é Reg E. Cathey, o pai de Susan (adotada) e Johnny. Seu personagem é interessante, mas os clichês que o rodeiam acabam o apagando, mesmo sendo vital para a trama.

O roteiro acerta em praticamente 80% do filme, o que não é de forma alguma ruim. É necessário entender que o longa se trata de um ficção-cientifica ao invés das hq’s vivas que a Marvel Studios passa nas telonas. A trama faz uma série de referências aos bons filmes de ficção dos anos 80, e até alguns de terror. No entanto, apesar disso, o roteiro perde força pela falta de ação e de um clímax com mais tensão. O final pode até compensar pela falta de ação, mas no fundo as lutas e tensões fazem falta.

Quarteto Fantástico está longe de ser uma obra-prima, mas está perto de ser um ótimo filme. Os fãs mais chatos podem não se entreter tanto, devido a falta de fidelidade, mas os que não ligam, irão ter uma boa diversão. Se a sequência (que já está prevista para 2017) conseguir nivelar esses problemas, estaremos diante de um novo passo para os longas de ficção-cientifica.

 

Nota: 3.5/ 5.0

 

BILHE

 

Ainda falando sobre o Quarteto Fantástico, a bilheteria do filme é no mínimo decepcionante, com pouco mais de 64 milhões de dólares, e o filme irá dar um prejuízo de cerca de 60 milhões para a Fox.

“Cinemix”, toda quinta-feira, às 20h, no BDI.

Mande seu e-mail para Guilherme Alves : guilhermealves@bastidoresdainformacao.com.br

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