Grupo do Bom Senso dá um chute no vácuo

Zagueiro Paulo André era um dos líderes do Bom Senso antes de deixar o Corinthians / Foto: Divulgação
Zagueiro Paulo André era um dos líderes do Bom Senso antes de deixar o Corinthians / Foto: Divulgação

O tal de grupo Bom Senso de jogadores de futebol parece ter entrado em rumo ao desconhecido.

Um dos jogadores que se dizia líder foi embora do Brasil pra jogar em outras paragens mas parece ter deixado seguidores que desconhecem as bases da comercialização do futebol.

O grupo Bom Senso, que de bom senso parece desconhecer, quer porque quer que a CBF aceite uma proposta descabida de tudo que possa ser considerado viável na comercialização do futebol.

Vamos entender primeiro que o futebol de que estou falando é profissional e não amador.

E no futebol profissional os jogadores esperam receber salários.

E quanto mais alto o salário melhor pra todo mundo.

Os jogadores podem fazer seus pés de meia, pagas boas escolas pra seus filhos, ter boa comida em casa e viver bem.

Isto posto vamos entender que pra pagar salários bons e em dia os clubes tem que ter bom dinheiro.

Vou fazer uma pequena comparação.

Antigamente, lá pelos anos 60 até 80, as peças de teatro vivam e pagavam os atores das bilheterias de teatro.

O dinheiro único existente pra pagar os atores das peças era o da bilheteria.

Assim também era no futebol onde os atletas recebiam salário dos clubes proveniente das bilheterias dos jogos.

Nos tempos mais recentes, basicamente anos 90 pra cá, tanto os atores de teatro quanto os jogadores de futebol passaram a receber seu dinheiro de maneira composta entre bilheteria e patrocinadores, sendo que os patrocinadores acabaram sendo a origem de dinheiro bem maior que as bilheterias.

Mesmo os grandes atores nos dias atuais esperam que os patrocinadores paguem seus bons salários.

No futebol também os jogadores podem receber salários bons devido a contratos de publicidade dos clubes.

Então num cenário real destes aparece um tal de movimento Bom Senso querendo que os clubes maiores joguem menos e ganhem igual se jogassem mais vezes.
E querem que clubes que nenhum interesse despertam nos patrocinadores sejam beneficiados com mais jogos.

No fundo o Bom Senso quer criar o comunismo no futebol, que nos dias atuais é um esporte bem capitalista.

Não se pode esperar que um patrocinador de grande monta tenha interesse em um clube da última divisão.

Assim como não se pode esperar que um patrocinador que patrocina uma peça de teatro com um grande ator tenha o mesmo interesse numa peça de teatro com atores desconhecidos.

Isto é o princípio base do mercado e do marketing.

Tudo que vai contra o princípio base da lei da oferta e procura não vai ter sucesso na realidade e em mercado de profissionais os amadores não sabem mexer.

Mande seu e-mail para James Akel : jamesakel@bastidoresdainformacao.com.br

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