Prisão do Pastor Everaldo passa a ser preventiva

Foto: Divulgação

O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu converter a prisão do presidente do PSC, Pastor Everaldo, e do empresário José Carlos de Melo de temporária para preventiva (que não tem prazo para acabar). A determinação do ministro atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Pastor Everaldo é apontado pela PGR como um dos líderes dos três grupos instalados no governo do Rio de Janeiro para desvio de recursos e contratações irregulares. O pastor foi preso no dia 28 de agosto, no âmbito da mesma operação que afastou Wilson Witzel (PSC) do Palácio Guanabara.

Segundo as investigações, Pastor Everaldo é suspeito de liderar “um dos grupos criminosos” que atuavam no Executivo e no Legislativo do Rio. Esse grupo, de acordo com o Ministério Público, cobrava propina para direcionar contratos em várias áreas da administração pública.

“Everaldo instituiu uma ‘caixinha única’ para pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos da organização criminosa sob investigação, a partir do direcionamento de contratações de organizações sociais e na cobrança de um ‘pedágio’ sobre a destinação de ‘restos a pagar’ aos fornecedores”, diz representação da subprocuradora-geral Lindôra Araújo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para “administrar a caixinha”, Everaldo teria criado uma “típica estrutura ramificada de organização criminosa, com divisão de tarefas entre integrantes do grupo”, entre eles Witzel e o ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Santos, que fez acordo de delação premiada.

A defesa do Pastor Everaldo disse que o presidente do PSC “está sendo alvo de uma delação mentirosa” e que “sempre esteve à disposição das autoridades”.

“Prova disso é que, no dia 19/8, antes de ser preso, pediu formalmente ao STJ para ser ouvido. O Pastor reafirma sua inocência, confiança na Justiça e fé em Deus”, informaram os advogados do Pastor Everaldo.

O PSC, por sua vez, informou em nota que “considera desnecessária a prisão do Pastor Everaldo, um cidadão que sempre esteve à disposição das autoridades”.

“O PSC confia na Justiça, entretanto alerta que a criminalização da política fragiliza a democracia. O ex-senador Marcondes Gadelha segue na presidência do partido e o calendário eleitoral da legenda permanece inalterado”, disse o partido.

A defesa de José Carlos de Melo não foi localizada.

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