Petros é suspenso por 180 dias após empurrão em árbitro

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(Foto: Rudy Trindade / FRAME / ESTADÃO CONTEÚDO)

O meia Petros, do Corinthians recebeu, na noite desta segunda-feira, 180 dias de suspensão. A punição, aplicada pela Primeira Comissão Disciplinar do STJD, deu-se por conta da trombada dada pelo jogador no árbitro Raphael Claus, durante o clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, no dia 10.

O departamento jurídico do Timão irá entrar com efeito suspensivo, alegando que não houve unanimidade. Levada ao Pleno, a pena ainda pode ser revertida.

O meia foi julgado no artigo 254-a do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, definido como “agressão”. Ele esteve presente no STJD na tarde desta segunda-feira e se defendeu das acusações. O auditor e o presidente divergiram e o placar foi 3 a 2 favorável à punição.

Advogado do Timão, João Zanforlin tentou desqualificar a “agressão” e disse que o Tribunal tentava transformar o jogador em um “fascínora”. Além disso, criticou o adendo feito pelo árbitro Raphael Claus, dizendo que a Fifa não aceitava tal situação.

Auditor do STJD, Felipe Belilacqua votou por 180 dias de suspensão. Ele foi acompanhado por Douglas Blaichman (auditor) e Valed Perry (presidente da comissão). Washington Rodrigues Oliveira (auditor) pediu gancho de quatro jogos. Já Vinicius de Sá Vieira (auditor), de um jogo. Resultado final: 3 a 2 para a punição mínima no artigo 254-a, de 180 dias.

Após o julgamento, Petros concedeu entrevista coletiva. Muito abalado, com olhos marejados, o meio-campista resumiu o que sentia:

– Com todo respeito aos que julgam, é incabível. Ser um jogador de caráter não é levado em consideração. Eu me sinto como um criminoso, um assassino, um serial killer. É lamentável as pessoas analisarem desta forma. Tenho um histórico limpo, sou um trabalhador. Não tentei agredir, e o árbitro sabe disso. Tenho convicção de que se não fosse o choque com o Alison eu conseguiria sair do trajeto do árbitro. Uso o braço para me proteger. Sou destro e se quisesse teria dado de mão fechada – disse Petros.

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