Penúltimo hotel independente de São Paulo, Pergamon é vendido para grande grupo do ramo

Hotel tem grande prestígio em São Paulo/Foto: Divulgação
Hotel tem grande prestígio em São Paulo/Foto: Divulgação

O penúltimo hotel independente da cidade de São Paulo foi vendido esta semana.

Pergamon é o nome de uma das joias raras da hotelaria brasileira.

Com 125 suites muitíssimo bem montadas e com o comando do hoteleiro Francisco Dalmário, o hotel primava por um serviço raro, sequer visto em hotéis que se atribuem categoria luxo.

Dalmário criou uma equipe de 62 funcionários onde a maioria tinha mais de 10 anos de trabalho ali, coisa rara no ramo.

Os hóspedes conheciam o hoteleiro pelo nome e se mostravam sempre contentes com o serviço prestado pela melhoro brigada de funcionários da cidade.

Alguém vai perguntar se o hotel dava prejuízo pra ser vendido.

E eu digo que o hotel era bem lucrativo.

A venda tem uma razão financeira.

O dono real do empreendimento é um banqueiro carioca.

Com os 30 milhões em dinheiro vivo na mão, este banqueiro vai ganhar ao mês três vezes mais do que o lucro atual do hotel.

Banco é indiscutivelmente um ramo próspero que dá os maiores lucros e contra fatos não há argumentos.

O comprador é uma rede hoteleira de 60 hotéis que ficou encantada com o Pergamon e pagou alguns milhões a mais do que o negócio valia financeiramente apenas pra ter o hotel em seu catálogo sendo o melhor dos melhores.

No passado, anos 80, este mesmo Pergamon tinha o nome de Firenze, tendo recebido grande números de artistas da TV Globo que vinham fazer teatro em São Paulo e gostavam de se hospedar ali pelo serviço que já existia.

Foi no Firenze que os hóspedes que estavam ao acaso na recepção numa madrugada tiveram a oportunidade de ver a briga de duas grandes cantoras que estavam apaixonadas e que acabaram se desentendendo ali, sendo que uma delas acabou saindo em fuga pouco vestida.

Sâo muitas as historias do Firenze que anos depois reformado passou a se chamar Pergamon.

As coisas boas da minha cidade estão acabando.

A boemia já não tem espaço porque a segurança não mais permite.

A arquitetura da minha cidade foi abandonada pelos políticos que mal administraram esta cidade nos últimos anos.

Existe o último hotel independente que é o Maksoud e que sabe-se lá até quando vai resistir às ofertas de grandes redes.

A hotelaria da minha cidade se despersonalizou e os hotéis viraram números e não locais de bons serviços onde os donos tinham orgulho de negócio.

A segurança e a administração de uma cidade está nas mãos de políticos e isto leva cidades pelo pior caminho.

Quem sabe um dia o povo entenda isto e vote em gente que saiba o que está fazendo e administrem de verdade.

Mande seu e-mail para James Akel : jamesakel@bastidoresdainformacao.com.br

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