Passeata do ‘Dia da Unidade’ leva cerca de 70 mil pessoas na Rússia

(Foto: Reuters/Maxim Shemetov)
(Foto: Reuters/Maxim Shemetov)

Na terça-feira (4), as ruas de Moscou, como de costume nesta data, foram tomadas por russos que comemoravam o “Dia da Unidade”. Com cartazes e bandeiras, o povo marchou pela cidade exaltando seu país como grande potência mundial.

Com cerca de 70 mil pessoas, muitas com cartazes escritos “Um povo unido é um povo que não pode ser derrotado” e “Nossa união é nossa força”, o tradicional evento enalteceu o patriotismo da nação. Houve ainda provocação contra a Ucrânia por parte dos mais fervorosos líderes. O populista Vladimir Zhirinovsky saudou o presidente Vladimir Putin por tomar a península da Crimeia da Ucrânia em março e desdenhou o Ocidente pelas sanções que impôs a Moscou em reação às ações russas em solo ucraniano. “Os Estados Unidos podem comemorar o Dia da Independência, mas devem se lembrar de que a marinha russa ajudou em sua luta contra os colonialistas britânicos. Os europeus podem falar em democracia e direitos humanos, mas o exército soviético libertou a Europa do fascismo, que volta a se manifestar no oeste da Ucrânia e em outras áreas”, declarou.

Apesar de não ter participado da passeata, o presidente Putin fez um discurso colocando seu país como moralmente superior no impasse com o Ocidente e ressaltou a união dos russos. “Queridos amigos, este ano tivemos que encarar desafios difíceis. E como já aconteceu mais de uma vez em nossa história, nosso povo reagiu se consolidando e mostrando ímpeto moral e espiritual”, disse.

O “Dia da Unidade” comemora um levante popular contra uma invasão polonesa em 1612 e foi ressuscitado por Putin em 2005.

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