Parece terror, mas não é

anjos da noite

Quantas vezes você já se deparou com um livro ou filme que tinha tudo para ser de terror/horror e no final percebeu que era propaganda enganosa? 

Acredito que isso já aconteceu várias vezes. 

Pelo menos comigo sim, principalmente quando se trata dessas obras mais recentes: você se depara com uma que traz em seu enredo alguma entidade como um lobisomem, um vampiro ou até mesmo alguma manifestação sobrenatural e acaba percebendo que de terror (ou horror, se preferir) ela não tem nada. 

Infelizmente isso tem acontecido frequentemente: cria-se uma história recheada de personagens que chamam a atenção do grande público, mas no final a obra não assusta nem uma criança de dez anos. 

Não vou me ater à obras como Crepúsculo (tanto os livros quanto os filmes), que já foi incansavelmente apedrejada por quem trabalha com o gênero horror/terror, até mesmo porque existem muitas outras que, ainda que não sejam tão melosas quanto, também estão repletas de personagens monstruosos sem nem chegarem perto de terror. 

A saga Anjos da Noite é um outro exemplo que pode ser citado. Os filmes trazem dentre seus personagens principais vampiros e lobisomens, e por mais feios que alguns deles pareçam ser, a história em si está mais voltada à aventura e ficção do que ao horror/terror. 

Drácula a História Nunca Contada também não pode deixar de ser mencionado, afinal, um filme que traz como personagem principal o “pai” de todos os vampiros certamente passa a ideia de uma obra de terror/horror, mas assim como a saga por último citada, ele está mais voltado à aventura. 

Os inúmeros filmes Resident Evil também são outros em que aparece um zumbi a cada dez segundos, mas que fazem o gênero aventura e ficção, sem nem chegarem perto de um filme de terror. 

Mas por que as produtoras e os autores agem dessa forma?  

Porque esse tipo de personagem, vampiros, lobisomens e monstros afins atraem a atenção do público, ou seja: geram renda, e que não é pouca. 

No final tudo envolve a questão financeira, procura-se produzir o que dá lucro. 

O fenômeno não ocorre apenas no cinema, mas também na literatura, onde nos deparamos com diversas obras que aparentemente parecem abordar o horror/terror, por terem algum personagem soturno em seu “casting”, mas que no final só servem para entreter leitoras carentes e alimentar seus anseios de amor proibido. 

Ultimamente tem sido difícil encontrar obras decentes, principalmente para quem gosta realmente do horror/terror. 

Eu poderia citar várias obras que me agradam, mas gosto é algo muito particular e talvez o que eu viesse a indicar não agrade todo mundo. 

Mas de uma coisa eu tenho certeza: esses filmes que citei de terror não tem nada, só os personagens. 

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