Os bastidores da tranquila seleção brasileira

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Lembro-me das seleções de futebol desde a de 62 que foi liderada por Paulo Machado de Carvalho que ao voltar com a Taça foi apelidado de Marechal da Vitória.

Todas as outras, inclusive a de 70, saíram do Brasil com inúmeros problemas de jogadores e de bastidores do comando.

A de 70 então saiu totalmente desacreditada e com inúmeros problemas, vaiada no último jogo no Brasil que foi no Pacaembu contra a Áustria.

A famosa seleção de 70 foi considerada por muitos sendo a mais completa mas o sucesso só aconteceu porque lá no México, um grupo de veteranos com Pelé, Gerson e Carlos Alberto, praticamente assumiu a seleção e o comando dela, desde a definição de tática quanto à escalação de jogadores.

Foi um caso atípico mas deu certo em tudo.

Temos agora a Seleção de 2014.

Enfrentando problemas encontrados na CBF, o atual presidente José Maria Marin teve um difícil percurso pela frente até deixar tudo em ordem.

Era de se esperar que ele sofresse grande provocação da mídia e também enfrentasse situação de bastidores que são naturais nas mudanças.

Uma pequena parte da mídia, aliás bem específica, foi muito agressiva contra sua pessoa.

Mas todos tiveram que se calar diante do sucesso da Copa das Confederações.

Tudo de ruim que seus adversários na mídia e nos bastidores do futebol esperavam e desejavam que acontecesse não aconteceu e o sucesso foi real.

A partir daí tanto adversários de bastidores quanto mídia radical perceberam que iriam perder tempo com agressões e se calaram de verdade.

A diferença entre José Maria Marin e dirigentes anteriores da CBF é que Marin teve um trajeto de formação bem diferente de outros.

Marin enfrentou dificuldades em sua vida de luta pra entrar e permanecer na política que foram lições que ele guardou por toda vida.

E todas estas lições foram marcando sua personalidade.

Da mesma maneira que no final da década de 70 ele foi corajoso pra assumir uma empreitada contra os militares que queriam Laudo Natel no governo de São Paulo, em meados da década de 80 foi inteligente suficiente pra entender que Maluf não teria chance de ser presidente e de nada adiantaria bater em ferro frio que nada mudaria.

E assim foi até que em 2013 aconteceu a oportunidade de ser presidente da CBF.

Sua vivência na política e na vida até os tempos atuais, sempre procurando ser conciliador mas jamais abdicando da autoridade quando a tinha, fizeram com que ele entendesse a situação delicada da CBF naquele momento de sua posse e através do filtro da vida administrasse a CBF de maneira que poucas vezes se viu.

A maturidade de Marin foi fundamental pra que tudo se transformasse de intriga em ordem e sucesso.

Todos, desde funcionários até técnico e jogadores muitíssimo bem pagos pra jogar, todos sabem que tem na liderança da CBF um comandante que já enfrentou de tudo fora e dentro da CBF e que qualquer que seja a situação que aparecer ele tem experiência suficiente pra enfrentar com grandes chances de sucesso.

Isto foi de grande importância pra que os problemas políticos divulgados pela mídia sobre obras da Copa, atraso ou até inexistência de obra prometida pelo Governo, nada disto afetasse jogadores ou equipe técnica que fazem parte deste sonho brasileiro de vitória da Copa de futebol que é a grande paixão do brasileiro quer seja pobre ou rico.

O jogo vai começar.

Mande seu e-mail para James Akel : jamesakel@bastidoresdainformacao.com.br

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