Opinião: o vergonhoso rodízio do PSDB em São Paulo

 

Ônibus da Viação Grajaú fazendo a linha Terminal Varginha – Terminal Bandeira. (Foto: Vinícius Rodrigues)

Na última quinta-feira (7), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou um “mega rodízio” devido à pandemia do novo coronavírus. A proposta foi rejeitada pelo secretário de transportes do governo estadual, Alexandre Baldy, que alegou não ter sido consultado a respeito da nova medida.

Como funciona o mega rodízio? Durante todo o dia, metade dos veículos não poderão circular em toda cidade todos os dias, incluindo o fim de semana.  A previsão era de dar errado esse projeto e foi isso que aconteceu. Nesta segunda-feira (11), às ruas estavam vazias, porém, sem carro, ás pessoas tiveram que usar o transporte público (ônibus, metrô e CPTM) e acabou ficando superlotado. Era óbvio que isso ia acontecer.

O transporte público aqui em São Paulo sempre foi lotado e agora, com essa regra do prefeito Bruno Covas de reduzir pela metade os carros nas ruas, o transporte ficou superlotado.

Segundo a gestão Covas, com a redução dos veículos pela metade, a frota de ônibus ia aumentar e isso até aconteceu mas não foi o suficiente.

Por exemplo: Na zona sul de São Paulo tem a linha Terminal Varginha – Terminal Bandeira. Ou seja, é uma linha que sai do extremo sul e vai até a região central da capital paulista.

Essa linha é operada por super-articulados, ou seja, aqueles ônibus enormes, falando no português claro. E sabem como ela foi reforçada por causa do rodízio? Colocando ônibus menores, os que rodam nas periferias.

Portanto, o prefeito Bruno Covas tem que rever esse mega rodízio. Não deu certo. O transporte público que já é um caos, vai entrar em colapso por causa dessa medida.

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