Opinião: Hebe na Band foi uma lição

Reprodução/TV Bandeirantes

O Especial Hebe na Band, exibido na noite do último dia 31, foi uma lição de humildade de toda a produção e uma lição de vida de Hebe e seus convidados. O programa, tão simples, foi muito além da série “espetaculosa” da Rede Globo.

A direção de James Ackel foi brilhante ao não querer aparecer mais do que a convidada, bem como a apresentação de Ronnie Von, impecável como sempre. Com sua elegância, o cantor contou causos de Hebe sem querer aparecer ou chamar mais atenção do que os momentos da apresentadora.

Embora modesta, a produção teve boa fotografia, muito em vão do cenário escolhido: a casa de Ronnie, que é um encanto. Hebe, por si só, vale diversos especiais. Hebe, diferente daquilo que a Globo mostrou, não era um personagem na frente das câmeras e uma mulher que vivia com o copo em mãos e triste fora da TV.

Outro ponto positivo foi o compilado dando espaço aos entrevistados. Clodovil e Mazzaropi, por exemplo, foram maravilhosos e Chico Xavier, como sempre, deu lição de vida. No especial ficou nítido, já na década de 80, o pensamento à frente do seu tempo dessas personalidades.

Espetacular a decisão de apenas cortar momentos ímpares de Hebe nos seis anos de Bandeirantes. A produção mexeu com a saudade do público e Ronnie foi essencial neste ponto. Hebe não precisava de ninguém mais para brilhar, muito menos de câmeras caras ou discussões corriqueiras de bastidores. Hebe era luz.

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