O Terror sublime de A Maldição da Residência Hill

A Série de terror da Netflix, A Maldição da residência Hill se tornou uma das mais prestigiadas deste ano, os motivos são diversos, mas o que mais chamou a atenção da crítica e do público foi a forma de se trabalhar o gênero terror

 

Num ano onde tivemos diversos “blockbusters” de terror (A Freira, Verdade ou Desafio e Sobrenatural: A última chave) Os fãs do gênero começaram a se cansar de filmes com excesso de “jumpscares” e roteiros rasos. Apesar de termos ótimos exemplares lançados neste ano (Hereditário e Um lugar silencioso) a série da Residência Hill consegue se destacar por manter a qualidade em todos os seus episódios, o foco principal não é assustar o telespectador e sim o imergir na história de drama familiar contexto este (Apesar de alguns sustos muito bem colocados), que se comparados com os filmes de terror mais elogiados, todos possuem um drama por trás, Invocação do Mal 1 e 2, The Babadook e Corrente do Mal são alguns exemplos que o terror é apenas um “mix” no enredo dramático.

A Série consegue te apresentar um filme a cada episódio, um roteiro sem falhas (se houve, não identifiquei) atuações dignas e uma ambientação sinistra, tudo é muito bem pensado, cores, luzes, figurinos…Nada ali é por acaso, o que deixa a produção mais rica…Até mesmo as aparições fantasmagóricas são perfeitamente bem encaixadas no enredo,e falando em enredo e nada ser por acaso, você começa vendo a série achando que será mais um clichê de casa mal assombrada, o que é derrubado por terra nos primeiros 20 minutos. A direção de ponta de Mike Flanaggan é outro acerto, o diretor consegue dar um ar “clássico” para todas as cenas, enquadramentos perfeitos e planos sequência só mostram o verdadeiro potencial do jovem diretor, Mike inclusive, deverá se tornar um nome bastante marcante no gênero terror. Para os amantes do terror a produção da Netflix é um prato cheio e cheio de boas surpresas!

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