O terrível equívoco de um israelense em relação ao Brasil

Foto: Reprodução
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Vi as declarações do porta-voz israelense Yigal Palmor sobre a atitude do Brasil em retirar o embaixador brasileiro de Israel e fazer um pronunciamento contra Israel.

Vamos começar pelo pitoresco da declaração que mostrou uma infeliz brincadeira num momento tão delicado da guerra entre países.

Palmor disse que desproporcional é 7 a 1 contra a Alemanha, se referindo ao jogo de futebol da Copa deste 2014 na nossa casa.

Não me lembro de nada tão infeliz no momento de tamanha tristeza por ambos os lados, quer dos judeus que perderam 29 filhos fardados, que os palestinos que perderam mais de 600 filhos não fardados.

Jamais isto poderia ser cenário pra uma declaração tão imbecil que foi comparar um jogo de futebol com vidas humanas.

Mas vamos continuar.

Chamar o Brasil de anão diplomático eu infelizmente gostaria de discordar e contestar.

Mas pra infelicidade dos brasileiros Palmor apenas deu o nome correto e isto muitas vezes agride no pior ponto que é o da verdade.

Então me lembro do tempo de Fernando Henrique quando um chanceler brasileiro teve que tirar os sapatos pra ser revistado na entrada dos Estados Unidos e Fernando Henrique não teve coragem de retirar o embaixador brasileiro de lá, pra contestar o mais vergonhoso ato americano contra o Brasil desde a criação dos centros de tortura da CIA no Brasil na revolução de 64.

A Guantânamo brasileira criada pela CIA teve o nome fantasia de DOI CODI de triste passado.

Voltemos ao Palmor.

Ele deve desconhecer o Brasil e nem deve ler sobre o nosso país.

Caso soubesse alguma coisa que fosse, seria o momento de falar que o governo petista teve seu grupo de líderes maior preso por corrupção e cumprindo pena de prisão.

Bastaria isto pra chutar a bola certa pra mídia internacional.

Bastaria isto pra acabar com a posição de Dilma e sua política de perfil comunista.

Palmor poderia ter citado ainda o caso Batistti, o sequestro de bens da Petrobras na Bolívia, o caso do perdão de dívidas das ditaduras corruptas da África, além do Porto de Cuba que é de primeiro mundo e nada tem parecido pelos nossos lados.

Tivesse citado tudo isto teria feito um gol no final do jogo e não jogado a bola fora com a infeliz brincadeira de futebol.

Afinal no futebol o Brasil é penta e não existe nenhum país do mundo que tenha feito isto.

Pergunto ao Palmor quantas Copas Israel ganhou.

Pergunto ao Palmor quantas vezes Israel ganhou do Brasil.

Finalizo este texto apenas dizendo que o Hamas, que infelizmente domina a Palestina, jamais foi ditadura de direita.

O Hamas tem a mais pura filosofia e ação comunista e soviética.

Ditadura de direita, senhores de Israel, é quando o país tem desenvolvimento particular de empresários, de corporações privadas nacionais.

Ditadura de direita é o que teve o Brasil em 64 e mesmo assim foi uma ditadura aberta porque tinha Congresso, mas sempre manteve a liberdade de trabalho empresarial brasileiro.

O Brasil jamais teve um desenvolvimento tão grande quanto o da era militar no campo de iniciativa privado.

O Hamas é uma ditadura de esquerda, bem comunista, que se serve dos palestinos de classe miserável pra provocar Israel e manter uma guerra idiota que não serve pra nenhum dos lados.

O Hamas é o pior do que poderia existir no Oriente Médio porque usa o desejo dos palestinos de terem seu país, usam o sentimento do povo palestino como massa de manobra, igual os Black Blocs usam um bando de jovens brasileiros pra fazer guerrilha urbana.

Vão ver se tem algum líder do Hamas na linha de tiro?

Nem se vai achar nada na linha de tiro.

Todos covardemente escondidos e deixando uma população de miseráveis, muito parecidos com nossos miseráveis, sendo massa de manobra e marketing.

Israel está tendo uma atitude que muitos vão dizer que é desproporcional.

Eu digo até que Israel deveria ter uma linha de contra espionagem mais bem feita pra atingir os líderes do Hamas e não a população faminta.

A História mostra o que os chefes de guerra teimam em não ver porque gostam de guerra.

Todas as grandes lutas são ganhas com a cabeça e a negociação pela estratégia e não pelas armas que são efêmeras.

Dou exemplo do Brasil que só teve um regime militar de 21 anos porque logo no começo um bando de guerrilheiros comunistas, pagos pela União Soviética por meio de Cuba, além dos assaltos a bancos, acabou recrudescendo o regime militar e fazendo com que o período de militares se estendesse.

Líderes de guerras armadas se desgastam entre si e ganha quem se desgastou menos, aliás não existe quem ganha mas apenas quem perde.

O Hamas querer enfrentar em armas o Estado de Israel só demonstra o fundamentalismo e a ignorância de um grupo de extrema esquerda que dá o tiro e sai correndo deixando os miseráveis pra receber o revide.

Pior é saber que Putin é quem lhes dá estas sucatas e fica de longe.

Mande seu e-mail para James Akel : jamesakel@bastidoresdainformacao.com.br

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