O oportunismo da emissora ao anunciar que Bob Esponja é gay contra a decisão do seu criador

“Isso não tem nada a ver com o que nós tentamos fazer”, disse Stephen Hillenburg, criador do Bob Esponja, à Reuters em entrevista em janeiro de 2005, dois dias antes da estréia asiática de “Bob Esponja — O Filme”, em Cingapura.

“Nunca tivemos a intenção de que Bob Esponja e Patrick fossem gays. Eu os vejo como quase assexuais. Tentamos apenas fazer graça”, completou o criador.

No entanto, passados quinze anos da declaração e quase dois da morte de quem a fez, a Nickelodeon, emissora detentora dos direitos de transmissão do desenho, contrariando o próprio criador da arte, após seu óbito, o desrespeita e, em uma tentativa de lacrar, afirma que Bob Esponja é gay.

“Celebrando o orgulho com a comunidade LGBTQ+ e seus aliados neste mês e em todos os meses”, escreveu, em inglês, o Twitter da Nick.

As causas em defesa do direito à liberdade sexual são importantes e todo preconceito deve ser evitado, inclusive a homofobia. No entanto, forçar a barra para lacrar não é o caminho, Nickelodeon. Não ultrapasse as ideias de alguém que já morreu. Faça um personagem com as características que desejar e aí o divulgue.

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