O novo perfil da seleção brasileira

Foto: Divulgação
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Fazia tempo que a Seleção de Futebol não tinha um tempo tão harmonioso e tranquilo.

A própria CBF é um retrato hoje deste perfil.

A começar pelo presidente anterior, Ricardo Teixeira, de perfil mais equidistante aos funcionários, muito solene nas relações, tido por muitos sendo antipático e frio.

Ao contrário do atual presidente José Maria Marin que tem perfil mais simples, mais ouvinte e que cumprimenta a todos de maneira indistinta de quem quer que seja.

Este perfil de Marin gerou inúmeros comentários entre funcionários que certamente fazem a comparação entre o antigo presidente e o atual.

Marin assumiu uma presidência que vinha polêmica e de difícil desempenhar.

E com sua experiência de política e vida conseguiu aos poucos agregar alas da CBF e afastar adversários.

O objetivo era a calam dentro da CBF para que esta filosofia pudesse ir a campo e se fizesse um bom trabalho.

E a escolha do técnico Felipão foi feliz mesmo sendo contra toda uma mídia que queria a permanência do técnico antigo.

Depois de desenvolver um trabalho efetivo de escolha de jogadores e estratégia, Felipão caminha hoje pelo mundo pra conversar discretamente com cada jogador brasileiro que está no exterior trocando experiências com cada um e de maneira pessoal montando a filosofia de trabalho que deve aparecer na Copa este ano.

Tudo de maneira discreta sem mídia e sem aparecer.

Novamente tenho que lembrar e comparar o clima de hoje na Seleção com o clima da Copa de 62, onde a cabeça de Paulo Machado de Carvalho foi fundamental pra Seleção vencer.

Paulo Machado de Carvalho na época passou por inúmeras situações até criar clima de harmonia e paz dentro da Seleção, nos moldes do ambiente que sempre determinou dentro de sua Rádio e TV Record.

E lá no Chile, chegou com Pelé e se viu sem o craque pra disputar a Copa.

Tudo foi bem trabalhado por Paulo que todos os dias fazia reuniões com os jogadores colocando e fazendo entenderem o espírito de grupo que era fundamento de bom jogo.

Todos em 62, nas mais diversas situações, desde a perda de Pelé por contusão até a polêmica expulsão de Garrincha, viram em Paulo Machado de Carvalho o respaldo psicoilógico e real pra definirem o futuro.

O Velho Paulo estava lá pra garantir tudo que os meninos precisavam pra jogar bem em campo.

Desde a transição de Pelé pra Amarildo até a atuação pra que Garrincha não fosse suspenso.

Tudo que se precisava fora do campo o Paulo Machado de Carvalho estava lá pra resolver e dar condições pra turma.

Hoje José Maria Marin fez as funções que Paulo Machado de Carvalho fez em 1962.

Desde a posse conturbada na presidência, com adversários explícitos e mídia contra, Marin atravessou tudo com sua experiência de empresário bem sucedido e político de experiência.

O próprio Felipão assimilou esta filosofia e passou a trabalhar em harmonia com a presidência e os jogadores sem querer ser dono do show ou ser ditador pra aparecer na mídia.

O Brasil pode ganhar ou não a Copa porque isto é o momento de cada jogador que vai decidir de verdade.

Mas apenas duas vezes a Seleção chegou na Copa com uma harmonia tão boa quanto a de hoje.

E por mais que a gente critique o Governo, por mais que a gente faça críticas ácidas contra o Governo, por mais que a gente ache uma vergonha um campo de futebol custar quase 2 bilhões de reais enquanto o povo passa fome e não tem segurança, a gente não pode querer de verdade que a Seleção não ganhe a Copa.

Mande seu e-mail para James Akel : jamesakel@bastidoresdainformacao.com.br

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