O mito da sexta-feira 13

sexta-feira13

A sexta-feira 13 sempre foi um dia considerado como sendo de azar pelos cristãos, como o próprio número 13, mas a origem de tais crenças é controversa.

A crença na má sorte do número 13 segue desde tempos desconhecidos, mas parece ter tido sua origem nas Escrituras Sagradas, porém, essa crença é tão controversa que em várias regiões (até mesmo em alguns países cristãos) o algarismo é considerado símbolo de boa sorte.

Na China, os dísticos místicos (utilizados para atrair a sorte) normalmente são encabeçados pelo mesmo algarismo.

Para os hindus é um número bastante apreciado, tanto que em seus pagodes (não confundir com o estilo musical, por favor!), normalmente são encontradas 13 estátuas de Buda.

Os mexicanos primitivos tanto acreditavam na boa sorte do algarismo que adoravam 13 cabras sagradas, por considerarem o número como sendo “santo”.

Agora, nos tempos modernos, o número é apreciado pela nação norte-americana, tanto que inicialmente os Estados Unidos eram formados por 13 Estados, o lema latino da Federação “E pluribus uno” (de muitos se faz um só) possui treze letras, além do que a águia norte-americana possui 13 penas em cada asa.

Ligando-se, agora, o algarismo 13 à sexta-feira temos um dia que é motivo de mau agouro para muitas pessoas. Uma das explicações mais curiosas para tal crença é a de que os cristãos passaram a vê-la como dia de azar pelo fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e de que, em sua última ceia, haverem 12 pessoas sentadas com ele, somando-se 13.

Porém, uma crença mais antiga nos remete a duas lendas da mitologia nórdica.

A deusa do amor e da beleza, Frigga, cujo nome originou a palavra “friadagr” (sexta-feira) foi transformada em bruxa quando as tribos alemãs e nórdicas se converteram ao cristianismo. Como vingança ela, juntamente com outras 11 bruxas e o demônio (deviam ser reuniões animadas!!!) se reunia às sextas-feiras para rogarem pragas contra a humanidade.

Uma outra lenda narra o fato de que houve um banquete onde 12 deuses foram convidados, mas Loki (espírito do mal e da discórdia) apareceu sem ter sido convidado e deu origem a uma terrível briga que terminou com a morte do favorito dos deuses, Balder. Surgiu então a crença de que convidar treze pessoas para qualquer evento é sinal de problemas.

Lendas e crenças a parte, os tempos modernos reforçaram ainda mais o temor ao dia 13 ao ser lançado o primeiro filme da franquia “Sexta-Feira 13”, onde o singelo Jason Voorhees se dedica a trucidar das maneiras mais terríveis jovens que se aventuram em sua antiga residência para “festinhas”.

Embora ainda existam os que vejam o fatídico dia como prenúncio de azar, muitos se divertem com a data promovendo festas onde os presentes se vestem com roupas de bruxa ou usam fantasias dos mais diversos monstros e, ao invés de se assustarem com elas, se divertem.

O problema é quando nos assustamos, não com a fantasia, mas com o que está debaixo dela.

 

@oscarmendesf / Site oficial do autor

Mande e-mail para o colunista: oscarmendes@bastidoresdainformacao.com.br

Deixe uma resposta