O melhor ou o menos pior?

Por Deyvid Xavier

Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

O Corinthians vive um dilema esse ano: Kazim ou Júnior Dutra, quem deve ser o titular do time? Com a venda de Jô para o futebol japonês a posição de referência no ataque do Timão ficou carente, não só para o time, mas também para o torcedor, que anda bravo com os erros do “gringo da favela”.

Kazim é um grande personagem, querido por todos pela maneira de falar. Esforçado em campo, mostra vontade e raça, requisitos importantes para jogar no Corinthians. Requisitos que o torcedor se identifica. Mas existe uma palavra chave no futebol: qualidade! E isso é fundamental para jogar em time grande. No caso da posição em que joga Kazim, a qualidade se traduz em gols, e isso falta ao atacante, já que, por várias vezes, o turco não consegue sequer dominar a bola para dar sequência nos lances.

A torcida clama, então, por Júnior Dutra, que já chegou dizendo não ser referência e prefere jogar como ponta. Mas com Clayson e Romero encaixados no time técnica e taticamente, não sobrará espaço para Dutra, que terá de brigar pelo centro da área mesmo. Então, seria ele a solução dos problemas? Compará-lo a Kazim é injusto, pois o turco está muito abaixo de tudo no time. Dutra foi melhor que ele quando entrou, mas também mostra limitações. Já não era um jogador de destaque no Avaí, mesmo jogando nas duas posições, tanto de ponta quanto de referência, trocando posicionamento com Rômulo, ano passado.

A expectativa é que sim, Júnior Dutra tome a posição de Kazim no time. A partir disso, Dutra terá que evoluir ao modelo e grandeza do Corinthians, principalmente, fazendo gols. Compará-lo a Kazim é fácil, e até injusto, pois realmente não há comparação, difícil é compará-lo ao nível Corinthians. Qual seria o verdadeiro conceito? Afinal, o Timão está servido do melhor ou do menos pior?