O Brasil sem memória – Jorgina de Freitas

tres poderes 3

Nas últimas semanas circularam pelas redes sociais que uma das maiores fraudadoras do Brasil tinha sido nomeada em um cargo público, mas era mais uma das falsas notícias que costumam circular pela rede. 

Poucos se lembram dessa senhora e os que acompanharam o desfecho do processo lembram bem. 

Quem é?

Jorgina em 1992
Jorgina em 1992

Nascida em uma família de sete irmãos, sendo a mais velha, filha de militar começou a trabalha cedo com apenas 16 anos. Escolheu fazer Direito na Universidade Candido Mendes e se especializou em acidentes de trabalho. A fraudadora teve um escritório situado na zona norte do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense em que tinha oito mil clientes.  

Em 1980, Jorgina de Freitas, era advogada e procuradora da Previdência era chefe de mais de 25 pessoas no maior golpe já conhecido, o esquema de fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em 1992 Jorgina foi condenada, perdeu a licença da Organização dos Advogados do Brasil (OAB) em 2001 e cumpriu 14 anos após ser descoberta na Costa Rica. 

 Como era?

A fraude era feita da seguinte maneira, falecidos recebiam pensões e delinquentes forjavam indenizações milionárias. Só foi descoberta a fraude quando fez uma investigação sobre o caso do suposto motorista que recebera R$ 90 milhões, Alaíde Fernandes Ximenes. Por  

Quem fazia?

O esquema era formado por 25 pessoas, entre eles juízes, procuradores do INSS, advogados, contadores e peritos.  

 

Condenação 

A ex- procuradora foi condenada a 14 anos de prisão, mas foi presa após cinco anos. O atraso da prisão aconteceu porque a condenada fugiu para Costa Rica com a ajuda do mafioso chileno, José Ramon Irribarra Moreno, que prestava serviços para Paulo César Farias, tesoureiro do ex- presidente Fernando Collor de Melo.  

 O que revela hoje? 

Jorgina recentemente
Jorgina recentemente

Hoje, com 61 anos, Jorgina de Freitas, declara que a fraude do INSS só mudou de mãos.  Se sente agora uma vítima, pois seus bens, para pagar o rombo que foi deixado, estão sendo vendidos a preço de banana, está recorrendo na justiça para que vá a leilão com um preço justo e desconfia de como estão sendo feito esses leilões. No ano passado, foi iniciado o leilão com seus bens. Os 60 imóveis foram comprados com o dinheiro da fraude, entre eles está o casarão histórico do ex- presidente Eurico Gaspar Dutra, o imóvel tem dez mil metros quadrados na cidade Petrópolis, Rio de Janeiro e dois apartamentos em frente a praia do Leblon, na cidade carioca, considerado um dos metros quadrados mais caros do Brasil. 

A ex- advogada disse que foi um bode expiatório por ser bisneta de escravo e negra. A ex- procuradora do INSS que os leilões dos seus imóveis sejam vendidos justamente para abater suas dívidas. Freitas avisa que é pobre, não tem mais bens e teve de ser sequestrada pela fama do nome que até hoje lembram. 

 

Três Poderes, toda quinta-feira, às 13h, no BDI.

Mande seu e-mail para a colunista : anamarcia@bastidoresdainformacao.com.br

2 thoughts on “O Brasil sem memória – Jorgina de Freitas

  1. Alguém aí com dó da pobre procuradora do INSS? Ela deveria ser ainda mais investigada, pois deve saber de mais informações, já que diz que o esquema corrupto só mudou de mãos… Então que mãos são essas?
    Ela é vítima? Está pobre? Oh, puxa! Não foi tão esperta como Zelia Cardoso que vazou para os Estados Unidos e nunca mais deu as caras por aqui.
    O país não merece tanta gente corrupta vivendo nele tão impune e sordidamente.
    É revoltante que poucos se lembrem que o rombo da previdência é mais antigo e nunca foi culpa de quem trabalha, mas de parasitas como Jorgina, que envergonham o Brasil e ainda posam de coitados!
    Aff!

Deixe uma resposta