Nos Acréscimos, Messi decide e Argentina vence Irã e se classifica

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(Foto: Behrouz Mehri/ AFP)

A partida, que começou com uma Argentina dominando a posse de bola, quase que em um monólgo, foi mudando conforme o tempo ia passando. O relógio jogou a favor do Irã, a medida que os argentinos iam se desesperando conforme se mostravam infrutíferas suas tentativas de furar o bloqueio defensivo. Os espaços iam aparecendo, os contra-ataques iranianos também.

Mais uma vez Messi esteve tímido em campo, de nada adiantando o técnico Alejandro Sabella ter armado o time com a escalação preferida do camisa 10. Por ouro lado, Di Maria sobrava em raça e vontade. Tentava de todas as formas, porém parava na boa defesa iraniana.

Logo no início do segundo tempo, Ghoochanejad cabeceou para uma defesa incrível de Romero. Era só o início do susto. Messi ainda tentou responder com uma arrancada, que terminou em finalização para fora, mas na jogada seguinte Montazeri cruzou e Dejagah cabeceou. Outra vez Romero salvou.

Messi cobrou falta na rede, pelo lado de fora… Foi o melhor momento do desaparecido camisa 10 no jogo. Em compensação, o Irã é quem poderia ter marcado. Ghoochannejad arrancou livre, teve tudo para marcar e fazer justiça. Não fez. O futebol não perdoa, é um jogo injusto.

Isso porque Messi resolveu aparecer, e se transformou no heroi de última hora. Passou 90 minutos dormindo, mas precisou de 10 segundos para garantir a vitória. Um chute cruzado, de fora da área, que matou o goleiro Haghighi. A Argentina deixou o Mineirão com três pontos, ou melhor os arrancou em Belo Horizonte. Alívio para Sabella, mas se esse time quiser ir longe não poderá depender de lampejos de Messi. Afinal eles não ocorrerão sempre.

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