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Não existe país sem corrupção, mas sim uma população ativa

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O povo brasileiro, não na maioria, faz passeatas de tempos em tempos, principalmente quando surgem novos casos de corrupção no governo federal.  A população está revoltada, e de fato, busca de algum modo demonstrar tamanha insatisfação nas ruas.  

Mas a corrupção existe desde os primórdios da república brasileira, sempre esteve lá, todos viam, mas não enxergavam ou não podiam. Agora, tudo ficou mais claro para o povo e para os meios de comunicação, pois a democracia abriu a liberdade do cidadão buscar ou se informar dos deveres dos seus governantes. Hoje, sabemos quem são os corruptos e as mazelas que fazem com o dinheiro público, graças, ao Poder Judiciário que é independente do Executivo. 

O que me deixa mais curiosa é ver pessoas em passeatas com faixas pedindo a intervenção militar ou para volta da ditadura. Ignorantes historicamente ou são bem pagos? Será que os cidadãos que seguram essas faixas não sabem ler? Exigir a intervenção militar para solucionar casos de corrupção em empresas públicas, privadas e em partidos políticos parece brincadeira. É mais cômodo jogar a culpa em partidos e pedir, como um passe de mágica, um milagre. Só haverá mudança no âmbito político se a população ficar atenta ao que acontece com seus candidatos. Muitos, após um mês das eleições,  não lembram dos nomes dos candidatos e nem das  propostas. 

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Teve corrupção na ditadura? 

A ditadura teve sim corrupção! O povo era silenciado e, ao contrário de hoje, não se podia expor as investigações nos meios de imprensa. Por quê? 

Fato 1: Primeiro que os militares não permitiriam passeatas, comício ou qualquer tipo de manifestação contra o governo; 

Fato 2:  Quem teria coragem de enfrentar os militares? A imprensa e políticos quando se manifestavam de alguma forma eram censurados. Fatos e corrupções eram guardados com mão de ferro, mas mesmo assim, alguns políticos e veículos de imprensa não se calaram e fizeram a sua parte com denúncias de corrupção.  

CASOS DE CORRUPÇÃO NO PERÍODO DA DITADURA  

  • Luftalla: Um dos casos mais famosos e lembrado por alguns é o da empresa têxtil Luftalla, pertencente à esposa de Paulo Maluf, Sylvia Maluf. Em meados de 1977, a corrupção foi apontada na empresa, já em falência, por um empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES); 
  • Contrabando na Polícia do Exército; 
  • As mordomias do regime; 
  • Delfin e a Camargo Correa; 
  • Grupo Delfim e entre outros que podemos encontrar em livros históricos e materiais oficiais de imprensa.  

 

A nossa política é nefasta por culpa da própria sociedade, a falta de participação dos cidadãos, reverte em desinteresse para o que está acontecendo com o orçamento público.  

A banalidade é tão grande sobre quem passa a mão no dinheiro público para benefício próprio, que décadas passada, surgiu o slogan “Rouba, mas faz”. Frase essa que associaram a Adhemar de Barros. Não é inacreditável? 

Pois bem, não é mudando de governo, de partido ou simplesmente a tomada de poder, estaríamos retrocedendo de um modo preguiçoso e burro. 

Temos de parar de olhar para partidos, pois eles são apenas organizações, o que tem que ser observado é que dentro desses partidos existem indivíduos com o seu próprio registro. Buscamos nomes! Só a participação da sociedade nas atividades dos políticos, ainda é o único modo de barrar alguns, pois a maioria foi, é e serão sempre blindados por partidos, meios de comunicação, empresários e grandes empresas, para que se tenha ainda retornos para ambos os lados.  

 

Três Poderes, toda quinta-feira, às 13h, no BDI.

Mande seu e-mail para a colunista : anamarcia@bastidoresdainformacao.com.br