MTST tem acampamentos em áreas de proteção

Foto: Divulgação

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) invadiu terrenos em áreas de proteção ambiental e pressionou prefeituras para a modificação de normas de preservação.

Atualmente o movimento se apresenta como defensor do meio ambiente e já chegou a enviar uma representação à Procuradoria-Geral da República em conjunto com o Greenpeace contra o ministro Ricardo Salles por suspensão de fiscalização que favoreceu ruralistas no Acre.

Boulos tem dito na campanha que o meio ambiente é “um dos pilares” de seu projeto e que sua candidatura é “radicalmente ecológica”.

Mas dois casos de questões ambientais que envolvem o MTST na região metropolitana de São Paulo são emblemáticos da falta de sintonia do movimento com o tema: a invasão de uma mata nativa, com nascentes de rios, em Embu das Artes, e a ocupação Vila Nova Palestina, na zona sul da capital paulista.

Em ambos os casos Boulos estava diretamente envolvido com as ações e mobilizou representantes do movimento para pressionar políticos por meio de passeatas, protestos nas ruas e em órgãos públicos. Também se reuniu com esses políticos para discutir soluções para os problemas.

Boulos responde

O candidato Guilherme Boulos, por meio de sua assessoria, disse que o movimento sem-teto tem histórico de desenvolvimento de projetos habitacionais com respeito às leis ambientais e com propostas sustentáveis.

Afirma que todas as ocupações têm moradias provisórias posicionadas em áreas onde não há vegetação contínua, sem impacto às áreas vegetadas.

Em relação ao caso da Vila Nova Palestina, disse que a Câmara Municipal alterou o regramento de maneira legítima em 2014, por demanda da sociedade, e que o plano de implantação de moradias populares no local prevê o incremento de áreas de proteção permanente junto às nascentes e ao longo dos cursos d’água.

Também afirma que o estudo técnico de impacto atendeu às exigências da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e que há previsão de implantar, na área de vegetação mais densa, um “sistema de agrofloresta”.

Em relação à situação da área em Embu das Artes, disse que também nesse caso se buscou aliar o projeto habitacional com proteção ambiental. Afirma que houve aprovação do conselho ambiental local e da Cetesb e que a maior parte do terreno será destinada para um “parque urbano”.

“A área ocupada atualmente tem projeto habitacional aprovado aguardando contratação”, diz.

Deixe uma resposta