Moro nega ter interferido em investigações contra hackers

(Foto: Divulgação/SBT)

O ex-ministro Sérgio Moro, negou ter tido acesso ou interferido nas investigações da Operação Spoofing, que mirou grupo de hackers que invadiram celulares de quase mil pessoas, incluindo o próprio ex-juiz da Lava Jato e integrantes da força-tarefa em Curitiba.

À Justiça, Moro alegou que era informado do andamento das investigações pelo então diretor-geral Maurício Valeixo. O motivo era porque o caso se tratava de ataque à segurança nacional, pois ministros de Estado e até Bolsonaro foram alvos do ataque.

“Eu sou informado das investigações, é um passo natural. Eu nunca dirigi essas investigações. Eu não sabia sequer dos detalhes específicos e eu jamais conduziria ou daria determinações ao delegado para agir de uma forma ou de outra nas investigações”, disse Moro.

O ex-juiz teve o celular invadido em junho do ano passado. Segundo Moro, ele recebeu uma chamada do próprio número, que ignorou a princípio, mas atendeu na segunda vez que o número chamou. Em seguida, foi informado que havia ingressado no Telegram, aplicativo de mensagens semelhante ao WhatsApp, a qual afirma ter abandonado há três anos.

O então ministro da Justiça estava em seu gabinete quando a ação ocorreu – uma hora depois, a Polícia Federal já estava atuando no caso em uma espécie de ‘ação controlada’ para identificar o IP do hacker.

Moro relatou que Valeixo lhe repassava informações gerais:

“Como é que tá andamento, como é que tá indo, isso era normalmente informado. Se estavam avançando, se estavam conseguindo progredir, etc. Mas não tive acesso ao inquérito ou ficava examinando as provas e o que estavam verificando”.

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