Médica mostra o lado humano de sua profissão

Ruth Neves conversando e auxiliando crianças de comunidade
Ruth Neves conversando e auxiliando crianças de comunidade

Ruth nasceu em Cabo Verde e criou amor pela medicina desde criança, vendo seus pais cuidando da saúde de vizinhos e amigos por meio de chás, banhos e ensinamentos de antepassados. Desde pequena, viu que as pessoas eram tratadas com medicina tradicional e percebeu a necessidade de inserção da medicina científica na região em que vivia, pois não existiam médicos e apenas curandeiros.

Durante sua graduação, a médica afirma ter gostado de todos seus estágios: “Quis ser pediatra nos estágios de pediatria, quis ser psiquiatra nos estágios da psiquiatria e também queria ser cirurgiã geral porque amava fazer procedimentos cirúrgicos. Enfim, na graduação quis ser tudo” completa. Com grandes dificuldades em conseguir o título de médica de família e comunidade pelo fato de ser estrangeira, ela batalhou muito para conseguir o seu lugar em meio à especialidade e conseguiu prestar as provas necessárias e passar no exame.

Apesar de todos desafios à frente, como a falta da valorização da medicina de família e comunidade (MFC) e atenção primária à saúde (APS), que são muito importantes, a médica mostra o lado humano da profissão: “O primeiro contato em que não conheço o paciente e aos poucos formamos vínculos é maravilhoso! Ele (o paciente) senta na minha frente e me fala de suas preocupações, do que lhe incomoda, me confia coisas de sua vida, de suas histórias, me permite toca-lo, conheço onde ele mora, sua família e seus vizinhos.

Com isso consigo entendê-lo mais. Junto com ele ou com sua família estabelecemos metas e acordos e quando conseguimos alcançar uma meta eu me vibro internamente, às vezes chego até a comemorar junto” diz.
Atualmente, a médica de família e comunidade é casada com um músico e quando fala sobre o planejamento de ter filhos, completa dizendo sobre acompanhamento do pré-natal com pacientes: “Uma das coisas que mais me dá prazer é poder fazer pré-natal!

Acompanhar a mulher num momento que é lindo e que é delicado na vida dela, ver as transformações na gestante, no ser que é esperado e na sua família; prever riscos, gerencia-los e promover a saúde. É bom demais participar de tudo isso!” termina.

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