Marta pede desfiliação do SD; partido oficializa apoio a França

Foto: Reprodução/TV Globo

A convenção do Solidariedade oficializou na manhã deste domingo, dia 13, a coligação com o ex-governador Márcio França, candidato do PSB à Prefeitura de São Paulo. Além de França, estavam presentes no ato, realizado na sede municipal do partido, o presidente do diretório paulistano do Solidariedade, Pedro Nepomuceno; o deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, e Antônio Neto, presidente municipal do PDT e vice na chapa de França.

Ciro Gomes, e o ex-ministro Aldo Rebelo participaram por videoconferência, assim como todos os convencionais. O evento foi transmitido pela redes sociais. No período da tarde, a ex-prefeita Marta Suplicy anunciou seu pedido de desfiliação do Solidariedade. Mais cedo, autoridades partidárias afirmaram a possibilidade de expulsão da ex-aliada.

“Lá no PSDB, eles já decidiram como vai ficar (a divisão de poder). A Prefeitura vai ficar com o MDB, o governo do Estado via ficar com o DEM e a presidência vai ficar com o Doria”, afirmou Márcio.

“E quem concorda com isso deve votar 45”, acrescentou, citando o número de urna do PSDB, partido do atual prefeito Bruno Covas, seu oponente que buscará a reeleição.

A fala de França é uma crítica à possibilidade do governador João Doria (PSDB), renunciar ao cargo para disputar a Presidência da República em 2022 e deixar o comando para o vice, Rodrigo Garcia (DEM). A fala também faz referência a possibilidade de Bruno Covas, uma vez reeleito, renunciar ao cargo de prefeito para integrar a eventual chapa de reeleição de Garcia no Estado, em 2022, deixando a Prefeitura com o vice, Ricardo Nunes (MDB).

A convenção do Solidariedade ainda confirmou a candidatura de 83 candidatos a vereador.

A ex-prefeita Marta Suplicy anunciou o seu pedido de desfiliação do Solidariedade. Antes, o presidente municipal da agremiação havia afirmado que a sigla iria avaliar a situação de Marta, que escolheu apoiar a reeleição do atual prefeito, Bruno Covas. Uma das possibilidades seria expulsão da legenda.

“Logo após o pronunciamento dela na convenção tucana (realizada neste sábado, dia 11), o Conselho de Ética (do Solidariedade) recebeu de alguns filiados um pedido de expulsão dela”, afirmou.

“Acho que ainda está no calor (do momento), mas vamos reunir a direção nacional ao longo da semana para discutir uma possível expulsão dela”, disse.

Quando Marta se filiou ao Solidariedade, em abril, havia a expectativa de que ela pudesse tornar-se vice em uma eventual chapa petista encabeçada pelo ex-prefeito Fernando Haddad. O petista, no entanto, se recusou a disputar e o pré-candidato Jilmar Tatto, de quem Marta não queria ser vice, venceu as prévias e foi confirmado candidato nas convenções petistas neste sábado.

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