Marta celebra a igualdade de pagamentos da seleção brasileira

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

No começo do mês, a CBF anunciou equiparações entre diárias e premiações das seleções femininas e masculinas. Além disso, anunciou a chegada de novas dirigentes para a gestão da modalidade: Duda Luizelli (coordenadora de seleções) e Aline Pellegrino (coordenadora de competições).

O anúncio foi celebrado em toda a comunidade global do futebol feminino, com jogadoras e ex-jogadoras repercutindo o Equal Pay brasileiro nas redes sociais.

Apenas outras sete países aplicam a igualdade de pagamentos em suas seleções feminina e masculina: Austrália, Finlândia, Fiji, Inglaterra, Noruega, Nova Zelândia e Serra Leoa, que anunciou a novidade esta semana.

Para a brasileira Marta, a luta por igualdade é coletiva. Mas suas escolhas individuais permanecem firmes desde a Copa do Mundo do ano passado.

– Eu continuo sem patrocínio. Antes mesmo da gente iniciar essa campanha (na Copa) a gente recebeu propostas, até de renovação, mas acho que a valorização tem que partir da gente. Eu me sinto no direito de me valorizar, por tudo que a gente foi conquistando ao longo do tempo seja dentro de campo ou fora dele também. Eu queria dar esse exemplo pra outras atletas e até outras atividades fora do esporte, para que a gente possa buscar por igualdade. Juntas. Financeiramente eu não ganhei nada com isso, mas eu sinto que a mudança ela é nítida.

”Acho que não tem preço, e valeu a pena, tá valendo a pena e como eu falei, a valorização ela tem que partir da gente primeiro pra que as pessoas entendam que você tem que, o ser humano, qualquer que seja através do trabalho que ele tenha, através do que ele faz, e não do gênero” – Marta.

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