Marcos Pezão analisa luta contra Romanov

Foto: Divulgação

O brasileiro Marcos Pezão entra no octógono para encarar Alexander Romanov no card preliminar do UFC deste sábado, em Las Vegas. Após vencer a primeira luta que fez no ano, em fevereiro, por nocaute logo no início do primeiro round, o atleta paulista aposta na trocação para bater o oponente.

– Ele é um cara do wrestling, forte, tem esse jogo muito amarrado. Não tem um bom jiu-jítsu mas bota para baixo. É pesado, então coloca o peso por cima e cansa muito os adversários. Minha estratégia é lutar em pé com ele, fazer o mínimo de luta agarrada. Sou muito veloz para a categoria e tenho uma explosão muito boa. Para defesa de queda, o que a gente mais usa é explosão na hora certa, isso vai ser bom estrategicamente. Ele vai ter dificuldade de manter essa luta agarrada e, se fizer, sou um faixa-preta de jiu-jítsu, tenho bons golpes por baixo, para levantar, raspar. Na minha praia ele é peixinho. Na minha praia ele não sobrevive, mas na dele eu consigo fazer frente. É essa a visão que tenho da luta – declarou ao Combate.com.

O camp de Pezão teve foco justamente em suas origens e na principal arma de Romanov. Em São Paulo, o brasileiro trabalhou a luta agarrada com a ajuda de seu treinador de wrestling, o iraniano Alireza Karimi. Depois, quando a pandemia do novo coronavírus assolou o Brasil, Pezão se isolou em Guarapuava, município do Paraná.

Com um cartel de 17 vitórias, seis derrotas e um empate apenas no MMA profissional, o brasileiro diz que procura não pensar sobre o fato de o oponente estar estreando no UFC e, por isso, passar por pressão.

– Todo atleta sente quando vai estrear num grande evento. Em 2011, lutei no StrikeForce e era tudo muito diferente, você acaba sentindo. Mas é uma coisa para ele lidar. Estou aqui para fazer meu jogo. Quanto mais ele tiver desconcentrado, pior para ele. Espero que isso não abale, porque quero conseguir essa vitória contra 100% dele e que a gente faça uma grande luta.
Pezão também comentou a questão de o UFC Apex, sede da organização em Las Vegas, onde estão sendo realizados os últimos eventos, ter octógono menor que o padrão utilizado pelo Ultimate. O peso-pesado paulista pretende tomar o controle da luta e pressionar o adversário ao máximo na luta de pé.

– Meu estilo é ir para a luta franca. Quanto menor o octógono, melhor, quanto mais espaço o cara tiver para correr é pior. (…) Vou para bater nele do primeiro milésimo até o último centésimo de luta, vou para cima com tudo. Quero fazer uma grande luta, buscar o nocaute a qualquer momento porque estou muito bem condicionado. Não sei como ele virá, mas espero nocautear até aos 4m59s do último round.

Deixe uma resposta