Marçal orienta pais com filhos na escolinha de futebol do GUS

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Marçal e Ricardo Barbosa durante palestra no Grêmio União Sanroquense

O técnico de futebol João Francisco Marçal esteve na noite de sexta-feira (11 de setembro) no Grêmio União Sanroquense (GUS) onde realizou palestra voltada aos pais de alunos da escolinha de futebol do clube. Com longa experiência em categorias de base, abordou dois temas: “O Esporte na Vida das Crianças” e “A Criança no Futebol”.

Marçal orientou sobre a pressão que muitas crianças sofrem durante os treinamentos. “É muito importante que os pais acompanhem os filhos, invistam nos filhos, mas que não exerçam sobre eles uma pressão que pode ser prejudicial”.

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(Foto:Reprodução)

Criticou os pais que ficam orientando os filhos durante os treinos. “Às vezes o pai pensa que está ajudando e na verdade ele está inibindo a criatividade do filho e atrapalhando o trabalho do professor. Alguns pais fazem pressão de forma inconsciente, outros fazem até por frustração”, comentou

Para Marçal, que trabalhou nas categorias de base de São Paulo, Corinthians e Juventus, o importante é deixar o filho livre, leve e solto. “Eles devem se divertir durante as aulas de futebol com uma prática esportiva natural”.

Alguns pais pensam somente na possibilidade de ganhar dinheiro. Por isso, falou dos cuidados que devem ser tomados ao colocar a carreira do filho nas mãos de empresários. “Tem pai que é pior que mãe de miss. Cria-se uma expectativa tão grande que acaba virando uma frustração. Mais do que uma fábrica de sonhos o futebol é um abismo de frustrações”, analisa.

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(Foto:Reprodução)

Por outro lado, Marçal disse que não tem a intenção de dizer que no futebol tudo é difícil e que não devemos acreditar nos nossos sonhos. “Sempre trabalhei a valorização do ser humano. Investir primeiro no cidadão porque se eventualmente não seguir a carreira de jogador ele não vai ser um problema social. Vai ser uma pessoa com boa formação”.

Marçal falou das experiências vividas no mundo do futebol como atleta, técnico e filho de Francisco Marçal que jogou no Flamengo (anos 40) e Nacional de São Paulo. Destacou como esporte foi importante na formação do caráter dos filhos.

Lembrou dos clubes que dirigiu em vários estados e da final da Copa São Paulo de Futebol de Júnior de 2000 quando comandou o Juventus contra o São Paulo no Pacaembu lotado com mais de 40 mil torcedores. O Tricolor garantiu o título ao ganhar por 2 a 1 de virada.

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(Foto:Reprodução)

Um dos destaques do Moleque Travesso era o zagueiro Luisão que naquele mesmo ano foi para o Cruzeiro e hoje é ídolo no Benfica de Portugal. Tinha também o Zé Roberto que jogou no Flamengo e no Botafogo.

“Veja como o futebol é interessante. O Kaká era somente o segundo reserva no São Paulo. Tanto que veio para o Paulistano de São Roque. A grande promessa era o Montezine que não jogou a final e no seu lugar entrou o Harison. Hoje, ninguém fala deles e o Kaká esta aí”.

Marçal veio a São Roque a convite do professor Ricardo Barbosa que coordena as escolinhas de futebol do Grêmio União Sanroquense. Ricardo aproveitou o encontro para lembrar da atenção que recebeu de Marçal quando esteve nas categorias de base da Central Brasileira de Cotia e do São Paulo e também contou de experiências vividas como goleiro de equipes profissionais.

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