Lula processa Regina Duarte e pede 131 mil de indenização

Foto: Divulgação

O ex-presidente Lula entrou com uma ação na Justiça do Distrito Federal contra a atriz Regina Duarte. Em conjunto com os filhos Marcos Cláudio, Fábio Luís, Luís Cláudio e Sandro Luís, ele pede uma reparação por danos morais sofridos em virtude de uma publicação da artista nas redes sociais.

No dia 11 de abril deste ano, a atriz compartilhou uma charge em sua conta do Instagram, que dizia que Marisa Letícia, ex-esposa de Lula morta em 2017, possuía cerca de R$ 256 milhões em contas bancárias. Segundo o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, a informação não procede e é factualmente incorreta.

A ação que segue em primeira instância, alega que Marisa tinha o valor de R$ 26.281,74 em uma aplicação em CDBs (Certificado de Depósito Bancário) no banco Bradesco. Agora, a família de Lula pede uma indenização de R$ 131,408, 70 -cinco vezes a quantia do inventário da ex-primeira dama- a Regina Duarte, e também a exclusão da publicação, que permanece no ar.

Duarte contesta a acusação e afirma que a charge se trata de uma “crítica enquanto agente politico de natureza ideológica”. Segundo seu advogado, este é um “direito consagrado de forma constitucional, enquanto, direito fundamental do cidadão” e, por isso, não comportaria “censura”.

A ex-atriz da Globo já foi notificada duas vezes pelo Instagram, que alertou que duas publicações dela se tratam de conteúdos falsos. A primeira delas aconteceu no dia 1º de abril, quando Duarte publicou uma imagem do presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre a liberação da cloroquina para o tratamento da Covid-19.

“Liberação da cloroquina pela Anvisa, já com posologia para tratamento da Covid-19”, dizia o texto.

A segunda aconteceu alguns meses depois, em junho, quando Duarte afirmou, através de uma imagem, que as epidemias seguem um padrão de ocorrer a cada 100 anos.

“Casualidade?”, contestou a artista.

Logo em seguida, a rede social adicionou um aviso dizendo que a informação era falsa e afirmou que “as alegações principais nessas informações são factualmente imprecisas”.

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