Libertadores equilibrada

Por Deyvid Xavier

Foto: torcedores.com

A Copa Libertadores da América é o grande sonho de todo torcedor sulamericano. Nos últimos anos, a maior competição da América do Sul vem refletindo a decadência de qualidade técnica dos campeonatos nacionais e, com o aumento do número de vagas para a competição com a criação de três fases anteriores à fase de grupos, assistimos uma banalização da competição.

O torcedor do Palmeiras não tem do que reclamar ao ver seu time ser sorteado no mesmo grupo do Boca Juniors, afinal, em favoritismo, são duas vagas para os dois. Alianza Lima, do Peru, e ainda um vencedor da fase eliminatória em que os favoritos são o tradicional Olímpia, do Paraguai, e o Júnior Barranquilla, da Colômbia, mas que não devem fazer medo aos dois favoritos do grupo 8.

O Corinthians, atual campeão brasileiro, está no grupo 7, com equipes competitivas e organizadas, como o Independiente, da Argentina, campeões da Copa Sulamericana, e o Millonários, da Colômbia, uma equipe bem organizada. O termômetro deste grupo, claro, além dos confrontos diretos, será o Deportivo Lara, frágil equipe da Venezuela. Quem conseguir fazer mais saldo de gols nos venezuelanos terá vantagem na classificação.

O Santos, no grupo 6, ainda depende do fortalecimento de seu grupo. Real Garcilazo, do Peru, será o diferencial frágil do grupo, que conta com Estudiantes, da Argentina, mas também espera uma equipe para se completar, que pode ser Chapecoense, o tradicional Nacional, do Uruguai e o Banfield, da Argentina. Além de ter um grupo equilibrado, o santos precisa se acertar internamente, já que não tem Ricardo Oliveira, precisa definir um treinador e seu novo presidente eleito já deixou claro que falta dinheiro no cofre da baixada.

O Cruzeiro, no grupo 5, também depende do fortalecimento do grupo 5. Universidad de Chile é um time que dá trabalho, mas joga se preocupando demais com o ataque e esquece da defesa. Uma equipe organizada consegue ser superior aos chilenos, e isso, o Cruzeiro é. O Racing também se mostra um time organizado, mas com pouca qualidade técnica. O grupo ainda pode receber o Vasco ou o Jorge Wilstermann, da Bolívia, que joga na altitude e pode tirar pontos dos favoritos.

No grupo 4, o Flamengo, além de crescer no campo, se firmar como equipe e produzir mais tecnicamente, terá vida complicada ao enfrentar o River Plate, da Argentina. O Emelec nunca chegou como favorito a uma Libertadores mas sempre foi reconhecido por sua organização como equipe e, principalmente, por jogar no estádio Geroge Capwell não é fácil e algumas equipes podem perder pontos lá. O grande favorito para completar  grupo é o Santa Fé, da Colômbia, que sempre deu trabalho quando jogou a competição e conta com um pouco de altitude em seus domínios.

Por fim, no grupo 1, o atual campeão Grêmio tentará defender o título. E não terá vida tão difícil, pelo menos na fase de grupos. Cerro Porteño, do Paraguai, tem tradição, mas nunca chega com grandes campanhas. Defensor Sporting, do Uruguai, revelou Arrascaeta,hoje no Cruzeiro, mas não deve fazer frente ao Tricolor gaúcho, enquanto o Monagas, da Venezuela, deve ser o saco de pancadas desse grupo.

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