Lenda dos pôneis que eram transformados em unicórnios

No final dos anos 90, estampas de unicórnios invadiram a moda. Então surgiram roupas, brinquedos e objetos com desenhos deste animal mitológico.

Porém empresários, da Região Metropolitana, com o objetivo de lucro, resolveram fantasiar pôneis, de unicórnios, em seus parques campestres e eventos ao ar livre.

Mas, os materiais usados eram nocivos aos animais. Pois colocavam cola de metal na testa dos pôneis, para fixar o chifre, e amarravam asas neles com elásticos que deixavam marcas.

Um dia, o pai de uma menina foi a um parque destes e disse a ela:

– Eu já contei que Papai Noel, Cegonha de Bebês e Coelhinho da Páscoa não existem. Mas quero que você conheça um animal que existe de verdade:

– O unicórnio!

Assim ele mostrou à filha um pônei vestido de unicórnio e a pequena acreditou.

O Papai Noel, a cegonha e o Coelho da Páscoa, lá do Reino da Fantasia, ouviram tudo e falaram:

– Esta foi a última gota da água!

– Precisamos libertar estes pôneis que são maltratados e obrigados a fingir que são unicórnios.

Então numa noite de sexta-feira, os três amigos apareceram no estábulo:

– Estamos aqui para libertar vocês!

O pônei mais velho disse:

– Ainda bem porque eu não aguentava mais. A cola do chifre falso deixou uma enorme ferida na minha testa e as marcas dos elásticos das asas fizeram minha pele sangrar. Sem falar, que não tenho nada contra a galera LGBT. Mas como sou macho hetero, me senti triste quando pintaram as minhas crinas com as cores do arco-íris com tintas que causam alergias aos animais.

Deste jeito, o Papai Noel, a cegonha e o coelho abriram a porta do estábulo. Porém, como os pôneis estavam fracos e machucados foram atropelados na Avenida das Torres e morreram.

Porém, eles viraram anjos. Por isto, reza a lenda que nas noites de sexta-feira, de Lua cheia, é possível ver pôneis disfarçados de unicórnios na Avenida das Torres.

Portanto, nunca aceite os maus tratos aos animais.

Luciana do Rocio

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