Lenda do vovô índio, o substituto brasileiro do Papai Noel

Reza a lenda que na década de 30, o Getúlio Vargas, os integralistas e o escritor Christovam de Camargo ficaram tristes, com o consumismo do Papai Noel da Coca-Cola, e resolveram substituir este personagem por um índio idoso baseado na literatura oral da época.

Diz o mito que numa fazenda nasceu um bebê que era filho de uma ex-escrava afrodescendente com um índio da região. Mas a mãe morreu no parto e o pai levou um tiro dias depois. Como a esposa do fazendeiro não podia ter filhos, ela adotou o menino que estudou e tornou-se uma pessoa boa. Logo na adolescência, na época natalina, ele vestia roupas típicas indígenas, distribuía presentes para as crianças pobres da região e ajudava os pequenos na montagem do presépio. Este homem exerceu esta atitude até sua velhice. Em vez da gargalhada típica do Noel:

– Ohohoh!

O idoso bugre exclamava:

– Anauê!

Após a sua morte, crianças, da região, passaram a ver a imagem de um velho índio que dava presentes para elas na época do Natal.

Baseado neste causo surgiu a Lenda do Vovô Índio, personagem que tentaram trocar pelo Papai Noel na década de trinta. Porém, na época, a população não aceitou a lenda e preferiu o São Nicolau da Coca-Cola.

Luciana do Rocio Mallon

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