Lenda da Iara do Rio Passaúna

Reza a lenda que na época que Curitiba ainda se chamava Vila Nossa Senhor da Luz, nas águas onde há o Rio Passaúna, existia uma iara que não queria devorar homens bons, apenas os maus. Pois dizem que ela era filha de uma moça considerada santa milagreira e de um tritão que morreu com um tiro de bandido.

Naquela época surgiu um justiceiro moreno, que matava meliantes fora da lei, e se vestia igual ao Zorro na região.

Numa tarde de primavera, este Zorro paranaense estava sendo perseguido por bandidos. Então ele se jogou nas águas do rio misterioso. Depois que os marginais foram embora, a iara salvou o homem que abriu os olhos e a moça confessou:

– Sou uma mãe-da-água que devora homens. Mas escolhi acabar apenas com os rapazes maus. Como vi que você é um justiceiro do bem, não farei mal a sua pessoa. Aliás, toda a vez que você se sentir acuado, fique à vontade para se esconder no meu rio. Mas, eu proponho uma parceria: toda a vez que você pegar um bandido, gostaria que jogasse o corpo dele nas minhas águas para servir de alimento para mim.

O Zorro exclamou:                                      

– Concordo!

A partir daquele dia, todo o bandido que este justiceiro pegava, ele jogava o corpo no rio da iara.

Reza a lenda que a partir deste pacto, este rio passou a ser lugar de desova de corpos e isto funciona até hoje.

Porém, como os índios passaram a ver um homem vestido de negro jogando outras criaturas naquelas águas, eles batizaram o rio de Passaúna, que significa homem vestido de negro, em tupi.

Atualmente o rio Passaúna está localizado na Região Metropolitana de Curitiba.

Muita gente afirmou que já viu uma mãe-da-água e um homem vestido de Zorro nestas águas. Porém, realmente, até hoje muitas desovas acontecem lá. Assim, dizem que isto é consequência do pacto entre a iara e o justiceiro feito há muitos anos.

Toda sexta, às 20h, no BDI.

 

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