Leandro Narloch fala em “pagar outdoor” para provocar movimento LGBT

Foto: Divulgação

O jornalista Leandro Narloch, que foi demitido da CNN Brasil após ter feito comentários considerados homofóbicos, participou do Pânico na Jovem Pan, nesta segunda, 20, o jornalista disse ter pensado em provocar grupos representativos do público LGBTQI+.

“Pensei em pegar a multa de rescisão de contrato com a CNN e pagar um outdoor, em frente a um movimento LGBT, escrito bem grande ‘Opção Sexual’. Mas pensei que era melhor não, era melhor abaixar esse assunto, já deu”, disse ele, que desaprova o uso do termo “orientação sexual”, considerado o correto.

Narloch disse que a CNN Brasil não teria dado a ele uma chance de se posicionar e esclarecer os comentários.

“A CNN é um bom projeto. Acho que eles poderiam ter dado a oportunidade para eu me explicar, para eu sair disso. Mas não estou lamentando a perda do trabalho, tenho muitas outras coisas a fazer”, disse.

Após a repercussão das falas, o jornalista decidiu “se esclarecer” através de sua conta no Twitter.

Na Jovem Pan, porém, o jornalista disse não culpar a emissora por sua demissão, já que ele teria sido “o eleito de grupos sociais que não gostaram de sua fala”. “Os diretores da emissora são bombeiros que apagam incêndio o dia todo.

“Essa minha crise foi uma entre tantas outras que os caras têm. O problema todo foi a pressão. Teve uma pressão do movimento gay, da comunidade, foi enorme. A empresa acaba cedendo à pressão”, disse Narloch.

Norloch afirmou que não foi homofóbico ao dizer que “gays possuem maior probabilidade de terem Aids” e de que esse grupo possui um comportamento “promíscuo”.

“Meu comentário foi um pouco confuso, eu poderia ter melhorado, ter falado de forma mais precisa. Eu falei que eram ‘promíscuos’, em vez de falar sobre ‘comportamento de risco’. Também teve a questão de eu falar ‘opção sexual’ e eles defenderem o termo ‘orientação sexual’. Mas eu não tinha notado como as pessoas estão com pedras na mão. […] Hoje acontece uma censura com termos que não são preconceituosos, mas que só discordam de algumas minorias”, finalizou ele.

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