Investigação de supostos atos de corrupção de Alckmin, ex-secretário Marcos Antônio Monteiro entra na mira do inquérito

Foto: Divulgação

Em processo da Justiça Eleitoral que investiga supostos atos de corrupção do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), o ex-secretário tucano Marcos Antônio Monteiro também está na mira do inquérito. Segundo os investigadores, o ex-tesoureiro é o peça-chave dos indícios acusatórios contra o ex-governador.

Braço direito de Alckmin, Monteiro, que chegou a ocupar diferentes cargos nos quatro mandatos do coligado, é acusado de ter negociado quase R$ 10 milhões em repasses de caixa dois da Odebrecht para o PSDB. Ele foi citado por ex-executivos da empreiteira em delação em 2017 e virou réu juntamente ao ex-governador na quinta-feira (30). Ele deve responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral.

Entre as provas, há registros telefônicos entre Monteiro e o ex-diretor Luiz Antonio Bueno Junior, em 2014, além da troca de emails que comprovam os pagamentos, que totalizaram 9,3 milhões, segundo a Promotoria.

Em defesa, o advogado de Monteiro, Leandro Pachani, disse que está “indignado com os infundados fatos apresentados na denúncia, fruto da reiteração de procedimentos que visam atingir o direito de defesa e o contraditório”.

Sob comando de Alckmin, Monteiro comandou a antiga Febem, hoje fundação Casa, em 2004, e presidiu o Conselho Estadual de Educação no ano seguinte. Ele foi o tesoureiro do PSDB e integrante do comitê financeiro da campanha do ex-governador à prefeitura, em 2008, e virou secretário de Planejamento e Gestão do estado quando o coligado foi reeleito ao comando de São Paulo, em 2014.

Foi durante tal campanha eleitoral que o MP acusa Monteiro de ter agido como arrecadador informal, fazendo repasses irregulares à Odebrech.

Além de suspeitas de irregularidades na campanha de 2014, a acusação diz que foram pagos outros R$ 2 milhões em caixa dois a Alckmin na campanha de 2010 por intermediário foi Adhemar César Ribeiro, cunhado do ex-governador.

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